Destaques


Por Blog da Hida •
01 fevereiro 2021

Livro: A vida é feita de surpresas que a gente nunca espera


Eu evoluo constantemente com o conteúdo produzido pela Ana Clara Moniz, jornalista ativista da acessibilidade, representatividade e luta contra o preconceito. É com a Ana, por exemplo, que a gente aprende que incluir não é APENAS colocar as pessoas no mesmo espaço e que todos nós devemos assumir postura anticapacitista


E antes de você clicar em SEGUIR no perfil da Ana no Instagram, continue aqui porque a dica de leitura hoje é “A vida é feita de surpresas que a gente nunca espera”, livro de estreia do escritor Maurício Moniz, que, entre inúmeras características, é pai da Ana. Na apresentação do livro o Maurício se descreve como uma pessoa inquieta, sensível, intuitiva e bem humorada. Aí eu pensei “será que é mesmo?”. E foi com um texto honesto, emocionante e que pulsa sinceridade, que ele provou ser tudo isso mesmo. 


Em “A vida é feita de surpresas que a gente nunca espera”, o escritor Maurício Moniz reivindica que o leitor enxergue a realidade com mais carinho e empatia. 


A obra retrata os desafios que uma família precisa enfrentar no cotidiano e também a história de amor envolvida na criação da única filha (a querida Ana), que foi diagnosticada com AME (Atrofia Muscular Espinhal) – uma doença rara, genética e neuromuscular


A história é inspiradora porque fala da vida real de maneira crua, sem atalhos. A família tem momentos de angústia, incertezas e tensão? Sim, tem, mas também coleciona diversas situações de alegria, conquistas, evolução e amor.


O texto do Maurício é leve e traz as emoções na dose certa. No momento em que o escritor “fala” sério, o leitor percebe. E quando é o momento de sorrir, as palavras também trazem isso. 


Eu li em dois dias. É um livro que ensina sobre AME de maneira didática e faz alerta importante sobre como as famílias precisam de acompanhamento médico de qualidade e uma rede de apoio que dê respaldo nos momentos necessários. 


Recomendo a leitura. Se você é professor, por favor, leve esse livro para a sala de aula. As crianças e os jovens precisam consumir conteúdo sobre a vida real. Afinal, contos de fadas são legais também, mas precisamos de outras narrativas para evoluirmos como seres humanos. 

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Por Blog da Hida •
31 janeiro 2021

Livro: Orçamento sem falhas - Nath Finanças


Além de pressionar o sistema de saúde e, infelizmente, fazer muitas vítimas, a pandemia deixou diversas pessoas sem emprego. E começo de ano é sempre aquele aperto para pagar as contas. É o momento que a gente coloca os boletos numa bacia e joga pra cima para escolher qual pagar. Está difícil para todo mundo, mas precisamos confiar e não deixar a ansiedade tomar conta da situação. E, quando o assunto é dinheiro, é MUITO necessário respirar fundo e ter calma.


E se a leitura é um bom caminho para distrair, buscar livros sobre educação financeira também pode ajudar. Em “Orçamento sem falhas”, a Nathália Rodrigues, mais conhecida na internet como Nath Finanças, explica como é possível sair do vermelho e poupar com pouco dinheiro.


O livro tem 125 páginas e foi publicado pela Editora Intrínseca. Além de trazer dicas práticas, a Nath apresenta um glossário com termos usados no mundo do dinheiro e sistema bancário e que muitas vezes podem não ser do conhecimento de todos.


Se você não é de família rica e precisa trabalhar muito para pagar as coisas na sua casa, esse livro é para você. Afinal, o caminho para quem nasce com dinheiro é completamente diferente da pessoa que trabalha desde a adolescência para ajudar no orçamento doméstico.


A Nath é administradora e educadora financeira. Ela se tornou voz de destaque no Brasil inteiro justamente porque leva conteúdo acessível para pessoas de baixa renda.


Eu comprei na livraria e ainda ganhei planner para anotar os gastos e ter controle financeiro. O livro físico custa cerca de R$ 35,00 e o e-book sai por aproximadamente R$ 14,00.

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Por Blog da Hida •
19 janeiro 2021

Livro: Abuso - A cultura do estupro no Brasil


Em 2013, quando me formei em Jornalismo e tive que mudar para Campinas para trabalhar, ainda não tinha carro e usava o transporte coletivo diariamente. Nós mulheres não temos um segundo de paz nessa vida e quando se fala em transporte coletivo é luta atrás de luta. Eu sempre entrava no ônibus preparada para fazer escândalo caso surgisse situação de assédio. Ficava atenta por mim e pelas demais mulheres dentro dos ônibus. 

Nunca fui vítima de abuso, mas sempre quando leio ou assisto notícias sobre algum caso, me entristeço. É impossível ficar indiferente. 

O tempo vai passando e a gente entende que a cultura do estupro que existe no Brasil faz com que os casos não tenham hora e nem locais específicos. Existem vítimas que são atacadas de noite, outras de dia, com o sol radiante. O criminoso também não tem cara e perfil. Ele pode ser jovem, idoso, preto, branco, rico ou pobre. Infelizmente, o Brasil registra diversos casos de abuso com frequência e muitos acontecem dentro das casas das vítimas ou em outros locais que elas teoricamente deveriam estar seguras como, por exemplo, escolas.

Em Abuso - A cultura do estupro no Brasil, a jornalista Ana Paula Araújo explica as razões que levam o estupro a ser um crime tão comum no país. O livro foi publicado em 2020 pela editora Globo Livros. Para mim, foram 320 páginas difíceis de serem lidas. O conteúdo e texto de Ana são excelentes, mas as duras histórias apresentadas a cada capítulo cortavam o coração. Teve um momento que precisei parar. Dar um tempo. Deixei o livro na mesa e voltei semanas depois.

A jornalista levou quatro anos para investigar e escrever o livro. Visitou diversas cidades do país, conversou com vítimas, ouviu especialistas e pessoas que trabalham dando apoio para mulheres que viveram situações de violência e, inclusive, foi até em presídios conversar com criminosos envolvidos em casos de estupros.

Durante a grande reportagem trazida no livro, Ana se emociona em diversos momentos. Ela se sensibiliza com as vítimas e também demonstra raiva quando se depara com a frieza dos criminosos.

Escrever sobre crimes demanda muita pesquisa e estudo sobre as leis e a Ana trouxe esse conhecimento para o leitor. Durante o livro, a escritora mostra como a lei no Brasil foi se modificando ao longo dos anos, mesmo que de forma lenta, para trazer o máximo de justiça à vítima de violência.

Apesar disso, na prática nada é tão perfeito quanto a teoria e a jornalista trata no livro sobre as dificuldades de se fazer uma denúncia e o processo doloroso de julgamento da sociedade que as vítimas atravessam. 

É uma leitura que ensina tecnicamente como é importante que as vítimas busquem apoio e reivindiquem direitos de atendimento em saúde e, mais ainda, mostra como cada vez mais é necessário que as nossas crianças sejam instruídas para que a sociedade melhore a cada dia.
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Por Blog da Hida •
03 janeiro 2021

Desafio literário para ler mais em 2021



Ler é tudo de bom! A leitura estimula a criatividade, reduz o estresse, auxilia o cérebro, melhora o conhecimento e desenvolve o pensamento crítico. Apesar disso, muitas pessoas contam que têm dificuldades para manter contato com os livros. A última pesquisa Retratos da Leitura mostrou que 82% das pessoas gostariam de ter lido mais, porém se desorganizam e não conseguem colocar os livros na rotina porque perdem tempo com whatsapp e redes sociais


Estamos com um ano novinho pela frente e quero te fazer um convite muito especial: embarcar comigo no desafio literário 2021. A proposta é que você leia com mais diversidade e pluralidade. Afinal, quantos livros escritos por mulheres você leu em 2020? Quantos livros publicados por pessoas pretas você teve contato nos últimos meses? Você já fez alguma leitura LGBTQ+? A sua estante tem algum livro escrito ou protagonizado por pessoa com deficiência? Já apoiou algum autor independente? Já inseriu na sua meta literária as obras que abordam feminismo negro, antirracismo e anticapacitismo? Se você respondeu NÃO para grande parte dessas perguntas, dá tempo de mudar esse cenário. 


O desafio literário que proponho para o seu novo ano funciona assim: o objetivo é que você leia 12 livros diferentes ao longo de 2021. Ou seja, dá para se organizar e ler um livro por mês. Você escolhe o tipo de leitura (contos, poesia, biografia etc) e vai atrás de um título coerente com esse perfil. E o bacana é buscar livros que trazem pluralidade. 


Consumir e apoiar produção literária que inclui e traz diversidade é fundamental para combater rótulos e preconceitos. 


Além da imagem com as categorias para você ler ao longo do ano, estou deixando uma lista com sugestões de livros dentro de cada perfil. São apenas dicas para orientar quem não sabe por onde começar, mas fique livre para escolher o livro que desejar. Além disso, você pode fazer a sua ordem de leitura. O objetivo é que você faça tudo de forma leve e divertida. 


Compartilhe essa ideia com os seus filhos, amigos, parentes e colegas de trabalho. 


Ah, vamos combinar uma coisa? Eu quero acompanhar todo mundo que está participando do desafio, então, por favor, use a hashtag #HidaIndica no Instagram caso você for embarcar nessa comigo. Vou adorar saber o que você está lendo! 


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Por Blog da Hida •
15 dezembro 2020

Campinas ganha unidade da lanchonete Mundo Animal



Os moradores de Campinas contam com mais uma opção de lazer e gastronomia: a Mundo Animal - rede de lanchonete temática que começou a funcionar na cidade em dezembro e é a primeira unidade do grupo no interior de São Paulo. 

Visitei o espaço no dia 9 de dezembro, durante evento de inauguração, e a estrutura promete agradar todos os públicos. Em tempos de pandemia, a Mundo Animal é ampla, com capacidade de atendimento que mantém o distanciamento social e traz conforto ao público.

Além dos cuidados em relação ao novo coronavírus, o espaço possui acessibilidade e área infantil para que as crianças possam curtir e brincar bastante.

O visitante conta ainda com estacionamento no local. O serviço custa R$ 15,00 e tem apoio de manobrista. 



Com investimento em torno de R$ 1,5 milhão, a Mundo Animal em Campinas é a maior unidade do Brasil, com 3 mil m² e capacidade para 860 clientes. Somente de espaço kids são 160 m². O estacionamento conta com 150 vagas. Esta é a 35ª loja da marca, que vê crescer o número de unidades espalhadas pelo país, mesmo diante do cenário de recessão provocado pela pandemia. O sucesso é resultado da combinação de ambiente temático, com direito a pocket show do mascote da rede, mais espaço kids, cardápio com porções econômicas e bem servidas, isenção de taxas de serviço e atendimento que cativa as famílias.

Os pratos do cardápio levam nomes de animais, como “Elefante”, “Rinoceronte”, “Leão”, “Girafa” e “Zebra”. Uma das mais desejadas especialidades da lanchonete é a torre de batatas, conhecida como Batatão, composta por batatas fritas acompanhadas por diferentes carnes, recheios e molhos variados. A decoração é composta por móveis feitos artesanalmente e revestidos com estampas de animais, além de estruturas de madeira que espalham plantas pelo ambiente. 

Para o franqueado da Mundo Animal de Campinas, Rodrigo Longhi, a marca chega para causar um impacto em diversas áreas da cidade. “Não estamos somente falando dos empregos diretos ou do plano de carreira para esses novos funcionários, nem somente sobre movimentar indiretamente a economia da cidade, mas também de trazer uma nova experiência gastronômica para a Região Metropolitana de Campinas. A cidade é uma das mais dinâmicas no cenário econômico brasileiro e uma metrópole que possui um grande volume de famílias, nosso principal público. O nosso diferencial, sem dúvida, é oferecer uma experiência diferenciada para o cliente, somada a entretenimento, preço popular e muita segurança, já que reabriremos com capacidade total”, afirma o empresário, que vai comandar a unidade ao lado dos sócios Mateus Alves da Silva e Ari Andrade, fundador da marca.

Serviço
Mundo Animal Lanchonete Temática
Endereço: Avenida Barão de Itapura, 105 – Centro – Campinas
Estacionamento no local. Valor: R$ 15,00



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Por Blog da Hida •
07 novembro 2020

'Bom Dia, Verônica' escancara a violência contra a mulher



Você assistiu “Bom Dia, Verônica”produção nacional da Netflix? O que achou? Eu vi a primeira temporada da série e antes mesmo de dizer o que achei, preciso fazer alerta importante sobre o conteúdo: “Bom Dia, Verônica” é torturante. A classificação indicativa em 18 anos não é à toa: a produção da Netflix tem cenas fortes de mortes, violência psicológica e agressões físicas. Então, se você for sensível com esse tipo de conteúdo, é fundamental saber que há muitos gatilhos. 


“Bom Dia, Verônica” é baseada no livro homônimo de Ilana Casoy e Raphael Montes (que o escreveram sob o pseudônimo Andrea Killmore). Ilana Casoy é criminóloga e dedicou-se a estudar perfis psicológicos de criminosos, especialmente de serial killers. Já Raphael Montes é escritor e roteirista brasileiro de literatura policial.


Os atores Tainá Müller, Eduardo Moscovis e Camila Morgado atuam como personagens principais na série da Netflix. Tainá é Verônica; uma escrivã policial; Moscovis vive o Brandão – um policial que agride a esposa –; e Camila Morgado é Janete, a esposa de Brandão e vítima de violência.


Verônica Torres trabalha como escrivã na Delegacia de Homicídios de São Paulo. Após presenciar o suicídio de uma mulher vítima de um golpista na internet, ela decide investigar casos de mulheres vítimas de violência. 


O que diferencia Verônica dos demais colegas da delegacia é a capacidade de ouvir as vítimas. Ela deixa as mulheres numa posição confortável para que possam contar exatamente o que estão passando. A partir dessa escuta sensível e um processo de conversa com muita empatia, Verônica se coloca no lugar do outro e dá relevância para os casos. Quando começa a fazer investigações, Verônica enfrenta machismo e corrupção dentro da delegacia em que trabalha. Todos esses problemas no sistema vão inviabilizando o trabalho dela e trazendo dramas familiares e pessoais que Verônica precisa solucionar na própria vida. 


A série aborda machismo, feminicídio e abusos de forma muito profunda e assustadora. Confesso que todas as cenas de violência me causaram tristeza por causa do sofrimento das vítimas. Além de mostrar que a vítima de violência necessita de atenção, “Bom Dia, Verônica” reforça que os casos de violência contra mulheres são problemas de todo mundo e que a sociedade não pode fechar os olhos para isso. 


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