Atleta olimpíco Fabiano Peçanha apresenta palestra "Corrida, o diagrama do sucesso"

16 janeiro 2022

Fabiano Peçanha apresenta palestra de abertura do Sesc Verão 2022 em Campinas / Foto: Natt Fejfar Fotografia

 

No dia 7 de janeiro aconteceu a abertura do projeto Sesc Verão 2022 na unidade do Sesc Campinas. Na ocasião, o atleta olímpico Fabiano Peçanha apresentou a palestra “Corrida, o Diagrama do Sucesso”, que foi parte da preparação dos atletas do Time Brasil para as olimpíadas de Tóquio

Com vasta experiência no atletismo, Fabiano participou de duas olimpíadas, oito campeonatos mundiais e conquistou oito títulos brasileiros e sul-americanos. 

A palestra "Corrida, o Diagrama do Sucesso" reúne competências e habilidades que Fabiano foi observando ao longo das experiências profissionais no universo esportivo.  

Eu assisti a apresentação e posso garantir que fez total diferença para enxergar algumas situações de maneira diferente. Apesar de trazer competências para o universo da corrida, Fabiano garante que as pessoas podem aplicar esses conhecimentos em qualquer projeto pessoal. “O diagrama que a gente vai ver aqui hoje é profundo. Ele serve para corrida e para qualquer coisa que a gente vai fazer na vida. Toda vez que a gente tem uma ideia ou toda vez que a gente quer atingir um novo objetivo, dá para observar os pontos que vou apresentar. São 7 letras e cada letra tem uma competência muito importante pra gente lembrar toda vez que quer atingir um objetivo”, disse o atleta durante a abertura do evento no Sesc Campinas. 

Para registrar esse dia especial de palestra, resolvi trazer esse conteúdo aqui no blog com um resumo do que foi a palestra. Espero que esse texto te inspire :) Que 2022 seja um ano de saúde, notícias boas e projetos realizados. 

CORRIDA - O DIAGRAMA DO SUCESSO

C – Cabeça de campeão: Não são os títulos que nos fazem campeões. Mas é nossa mente de campeão que nos faz conquistar títulos. Se a gente for parar pra analisar a carreira dos atletas que a gente admira, nossos ídolos não só no esporte, mas em qualquer profissão, a gente vai chegar na conclusão de que eles tiveram passados muito distintos um do outro. Alguns tiveram todas as condições do mundo porque nasceram em berço de ouro. Outros não tiveram nenhuma condição. Tiveram primeiro que conquistar títulos pra só depois terem as condições. Mas ambos conseguiram chegar lá porque tiveram uma coisa em comum: a forma que usaram a sua mente. Tiveram uma mente de campeão. Ou seja, o que aconteceu não tem mais importância nenhuma. O que importa é o que a gente faz logo em seguida. O que importa é o que a gente faz com as coisas que acontecem a cada segundo. Um pensamento campeão, me gera um sentimento campeão, que me gera um comportamento campeão. Tem que sonhar alto pra gerar um sentimento que traz um processo de comportamento.


O – Objetivo: Quando a gente vai pegar um táxi, qual a primeira coisa que eu preciso dizer? É o destino. Preciso dizer pra onde eu quero ir. Toda vez que eu quero atingir um próximo nível, preciso de um objetivo. E ele precisa ser o mais claro e específico possível. Quem convive com você, tem que estar alinhado no mesmo objetivo. Você precisa ter muito claro o seu objetivo. Tem que aprender a dizer sim pro seu objetivo e não para outras coisas que podem atrapalhar você chegar no seu objetivo. 



R – Resiliência: Requisito fundamental toda vez que a gente quer chegar num objetivo. Tem que ser amigo da dor. A dor é o sinal de que estamos dando o máximo. Se está tudo muito confortável, muito tranquilo, provavelmente é porque não estamos evoluindo. Eficiência é fazer bem feito. Eficácia é fazer o que precisa ser feito. Exemplo: se você quer aprender inglês, tem que buscar aula de inglês. Nesse caso, não adianta você ser o melhor aluno do francês. Tem que ser resiliente naquilo que te leve ao rumo que você quer. Por isso, conhecer seu objetivo é fundamental. Se você comer todos os dias arroz e feijão você não vai ter fome. Se você comer apenas tempero, não vai saciar a fome. Por isso, você precisa focar no feijão com o arroz. Tem muita gente se preocupando apenas com o tempero e esquecendo o básico. O básico precisa ser feito. 


R – Raça: É a sua entrega que determina a trajetória. A raça define. A raça é o quanto você vai pisar fundo no nível de preparo que você está. Você sabe avaliar quando o seu nível de entrega está ou não adequado.


I – Identidade: Identidade é extremamente importante. A ordem para atingir algo é “ser, fazer, merecer e ter”. Primeiro você precisa ser. Tem que ter a identidade do que você quer ser. Depois disso, você vai fazer, merecer e ter. Precisa realmente incorporar a sua identidade. 


D – Disciplina: Para ter disciplina tem que trocar o prazer imediato pelo resultado futuro. Muitas vezes o processo é chato, por isso não pode pensar no prazer imediato. Pense no seu objetivo. Se você pensar nisso, na hora de seguir o processo vai ser mais simples. Quando você lembra do prazer futuro, a disciplina não fica tão difícil. Pense sempre onde você quer chegar. Se dedique todos os dias.


A – Ambiente/Amor: O ambiente decide. Uma água mineral pode ser vendida a R$ 2 no mercado e R$ 4 no aeroporto. É a mesma água. O que mudou? O ambiente. Ele muda a perspectiva de valor e interfere no resultado. Escolha bem os seus ambientes. O ambiente decide. Escolha sempre o ambiente certo. E o amor também é importante. É o amor que faz a gente aprender e conquistar evolução. O amor precisa abraçar tudo o que você quer fazer. 

Palestra "O diagrama da corrida", apresentada por Fabiano Peçanha, leva motivação para atletas/ Foto: Natt Fejfar Fotografia

Entrevista: Carlinhos de Jesus - atleta de corrida

03 janeiro 2022

Antônio Carlos da Cruz de Jesus, popularmente conhecido como Carlinhos, tem 44 anos e trabalha como coletor de lixo em Campinas. Acostumado a sempre acelerar os passos no dia a dia da profissão, usou a corrida de rua como força para mudar a própria história. Isso porque, antes de começar a correr em 2015 por causa de uma aposta realizada com os colegas de trabalho, Carlinhos consumia bebida alcoólica e usava drogas. 

Além de hábitos saudáveis, bastante disposição e uma vida renovada com autocuidado, a corrida tornou o nome de Carlinhos conhecido. E se engana quem pensa que tudo foi fácil pra ele: “Comecei a correr com tênis achado no lixo”, lembra o atleta que já subiu mais de 200 vezes ao pódio e sempre tem como meta "ser campeão ou ficar entre os cinco melhores". 

Tive a honra de conversar com Carlinhos para uma entrevista aqui no blog. Acompanhe abaixo e compartilhe com quem ama boas histórias




Quando começou a correr, Carlinhos, e quantos anos tinha na época?
Eu comecei a participar de corrida de rua no final de 2015, mais precisamente em setembro de 2015, na Corrida Integração. Na época, eu tinha 38 anos de idade.


Como era sua rotina antes da corrida? Fazia alguma atividade física?
Antes de eu começar a praticar corrida de rua, não fazia atividade física. Eu só trabalhava e eu não pensava em praticar nenhum esporte. Isso nem passava pela minha cabeça. Porque na verdade eu não encontrava tempo pra isso também, né. Porque eu trabalhava e nos momentos vagos que eu tinha, queria só saber de ficar em porta de bar, bebendo, enchendo a cara, e não tinha tempo pra praticar esporte. 


O que você aprendeu com a corrida de rua?
Eu aprendi muita coisa com a corrida de rua: aprendi a trabalhar em equipe; aprendi a dar valor para as amizades verdadeiras; aprendi muitas coisas mesmo e aprendi que corrida de rua não é só quem chega na frente que é o campeão. Aquele que está ali presente, que faz o seu treino, que participa de uma prova, só dele estar ali para fazer, ele já é um campeão. E aprendi também que a maior vitória que a gente pode conquistar de uma corrida de rua é fazer novas amizades. Essa é a maior vitória que a gente conquista. Porque a corrida de rua nos proporciona muito isso: fazer novas amizades e conhecer pessoas. 


Como é o seu treinamento no dia a dia? Como funciona sua agenda de treino?
A minha planilha de treino não é muito puxada, principalmente por causa do meu serviço. Porque como eu já trabalho correndo, então a minha planilha não é muito puxada. É uma planilha pra eu ganhar velocidade e força. Então, eu faço treino leve de segunda-feira; na terça eu descanso porque o dia mais pesado que tem no meu serviço é terça-feira; quarta eu faço fortalecimento; de quinta-feira, às vezes a planilha pede fartlek ou treinos de tiro, aí depende de como andam as provas que vou ter pela frente. Pode ser, por exemplo, 6 tiros de 1000m ou 16 tiros de 400m. Ou às vezes pode ser treino intervalado de 10km – 1km forte e 1km fraco. Aí sexta, novamente, faço fortalecimento. Se eu tiver prova no domingo, sábado é rodagem leve. Caso eu não tenha prova, faço rodagem mais longa no sábado e no domingo sigo um treino ritmado mais forte. A planilha varia de acordo com as provas que vou ter pela frente.


Quais momentos mais legais viveu na corrida?
Um dos momentos mais legais que vivi na minha vida foi a primeira prova que eu fui depois que eu fiz a Corrida Integração. Quando fiz a Corrida Integração, não queria correr mais. Eu fiz a Corrida Integração só por farra. Os amigos ficaram apostando e eu fui na Corrida Integração só pra tentar provar pra eles que eu chegava na frente deles. Só que depois disso aí, encontrei com o André Diniz, um colega de infância, e ele ficou insistindo pra eu entrar na equipe dele, a equipe Candelabro. Eu fugia dele. Até que um dia ele conseguiu me arrastar pra fazer um treino com ele. Fiz um treino com ele e larguei ele bem pra trás. Depois ele chegou em mim e disse que eu tinha potencial. Aí ele me convidou pra ir numa corrida em Mogi Guaçú. Não queria ir, mas no fim acabei indo. Foi um dos momentos mais legais porque eu não conhecia ninguém. Não sabia como funcionava uma competição. Chegamos lá, ele apresentou a equipe dele pra mim, fomos aquecer e, na hora da largada, todo mundo estava comentando os atletas fortes que estavam na corrida. Eu fiquei na minha, quieto, e as pessoas não davam valor pra mim na época porque eu nem tinha aparência de atleta. Como eu bebia, até minha cara era inchada de cachaça. Na hora da largada, eu estava tão ansioso que do jeito que deu a largada eu saí como se fosse uma corrida de 100 metros. Nisso, fui acompanhando um atleta que estava liderando a prova. Faltando 30 metros para chegar, ele disparou e foi campeão. E eu cheguei em segundo lugar. Eu acho que foi um momento legal pra mim por causa disso. Ninguém me conhecia, eu estava todo acanhado e era a primeira corrida que eu tinha ido pra competir mesmo e fiquei em segundo lugar. 


Teve alguma conquista na corrida de rua que mais te marcou?
Sim, a primeira corrida que eu fui campeão foi a do distrito do Campo Grande, em Campinas, e na época, em 2016, os 5 primeiros ganhavam um par de tênis. O prêmio era um par de tênis pra cada um e o troféu. Quando chegou a largada, a locutora comentou que os cinco melhores iriam ganhar um par de tênis e eu conversando com o André porque na época eu corria com um tênis que eu tinha achado no lixo e eu disse “nossa, já pensou se eu ficar pelo menos em quinto lugar, né? Porque eu já ganharia um par de tênis pra eu correr e treinar. Aí dá pra eu empenhar mesmo”. E o André chegou em mim e falou “vai lá”. Eu olhou pra mim e falou “você é capaz. Vai lá e faz o que você sabe fazer. Se você não confia em você, eu confio. Você sabe correr. Então, vai lá e corre”. E nesse dia, pra quem queria ficar pelo menos em quinto lugar, fui campeão da prova. Ninguém me conhecia. Quando eu cruzei a linha de chegada, todo mundo ficou sem saber o que estava acontecendo. Depois todo mundo veio me parabenizar e falar que eu corria muito bem. Essa Corrida do Campo Grande foi muito especial pra mim e ficou eternizada por causa desse ocorrido. Porque pra quem queria pelo menos chegar em quinto lugar, acabou sendo o campeão. Me marcou muito. 


A corrida de rua te trouxe algum hábito saudável que hoje você gosta bastante? Se sim, qual?
Sim, a corrida de rua, na verdade, trouxe muitos benefícios e hábitos saudáveis pra mim. Antes de praticar corrida de rua, eu era alcoólatra, usuário de droga e, através da corrida de rua, parei com alcoolismo, parei com as drogas. Costumo falar pra todo mundo que Deus usou a corrida de rua pra me libertar. Com a infinita misericórdia de Deus, a forma de me resgatar foi com a corrida de rua. Depois que comecei a praticar corrida de rua, parei com balada, álcool, drogas. Eu passei a beber mais água. Antes eu bebia pouca água porque eu bebia muita bebida alcoólica e acabava não bebendo água. Hoje eu já bebo bastante água. A corrida de rua tem trazido bastante benefício saudável pra mim. 


Qual a dica você dá para quem deseja começar a correr?
Quem não é acostumado a correr, já de início não pode querer correr. Tem que começar por caminhada rápida, daquelas de fazer suar. E depois, com o tempo, vai correndo aos poucos. Não adianta a pessoa que nunca correu querer correr 5 quilômetros de uma vez. Tem que esperar o corpo se adaptar a correr sem parar. Não pode deixar também se levar pela preguiça e desânimo. Quem nunca correu é difícil começar a correr por causa da preguiça. Chega na hora e aparece desculpa pra não ir. Tem que deixar a preguiça de lado e fazer o treino. 


Qual a dica que você dá para a pessoa que já corre e deseja melhorar tempo?
Para a pessoa que já corre e deseja melhorar o tempo, o conselho que eu dou é treinar com planilha. A pessoa precisa de acompanhamento de um profissional responsável que quer ver resultado no atleta. Então, tem que procurar seguir os treinos corretamente. A gente nunca consegue fazer 100% igual o treinador passa, mas tem que procurar o seu melhor. Caso não consiga fazer 100%, faça 99%, mas faça, até atingir o 100%. Porque com certeza a melhora vai vir. Eu melhorei a minha marca pessoal depois que comecei a treinar com planilha. Evoluí bastante, graças a Deus. 


Quais os seus segredos para subir sempre nos pódios? Como você se prepara para ficar entre os vencedores?
A minha meta é ser campeão ou estar entre os cinco primeiros. A gente tem que ter dedicação, disciplina e fé, muita fé. Com isso, a gente vai estar sempre ali na frente, com fé em Deus. 


Tem algum acessório de corrida que você usa e recomenda?
O relógio é muito bom, principalmente quando se treina com planilha. Porque agora está tudo modernizado. A gente baixa aplicativo, o treinador manda sua planilha pelo aplicativo, que já transfere para o relógio. Então, no dia que for fazer seu treino, você só dá início e fim no relógio. E o relógio é bom por causa disso. Não tem como roubar o treino. Porque se você roubar o treino, seu treinador vai ver que você não fez. Então, se tiver desanimado, com preguiça de ir, você vai saber que o treinador vai ver que você não foi. Então o relógio é bom por causa disso. Ajuda bastante a fazer os treinos. No caso do tênis, varia de pessoa pra pessoa. Tem várias marcas e nem todo mundo se adapta com o mesmo tênis. Escolha um que fique leve, confortável e que não machuca o pé. 


Qual lugar mais bonito que você já correu?
Foi em Santiago, no Chile. Fui pra maratona do Chile. Pra mim foi o lugar mais bonito que eu já fui. Foi a única viagem que eu fiz pra fora do Brasil. 


Consegue estimar quantas provas de corrida de rua você já fez desde quando começou?
Não, não consigo falar quantas provas já participei porque desde que comecei a correr, todo  domingo eu estava correndo. Na pandemia, parou, mas todo domingo eu corria. Onde tinha corrida eu estava. Agora, com o retorno das corridas, pretendo seguir essa meta novamente e todo mundo participar de uma prova.


Quantos pódios você já pegou em corridas?
Nossa, é muito pódio. Como falei, toda corrida que participo meu foco é sempre estar entre os cinco primeiros colocados e, para falar a verdade para você, é mais fácil eu falar em quantas corridas eu não peguei do que quantas eu peguei pódio. É assim que deveria ser essa pergunta [risos]. 


Observação: Eu e Carlinhos fizemos um breve cálculo para chegar numa quantidade aproximada de troféus e, pelas contas considerando quantidade de provas realizadas de 2016 a 2019, Carlinhos subiu mais de 200 vezes ao pódio, como campeão ou ficando entre os cinco melhores atletas das competições.


Deixe uma mensagem inspiradora para quem está lendo essa entrevista.
Nunca é tarde pra gente correr atrás de alguma coisa, sonho, algo que a gente deseja. Nunca é tarde para começar nada. Sempre está em tempo. Às vezes a gente pensa que está velho, mas, independentemente da idade, basta querer e seguir firme. 



Audiolivro: Ansiedade corporativa (Tocalivros/Rocco)

01 janeiro 2022


Passamos grande parte do nosso tempo no trabalho. Aliás, o trabalho é tão presente na nossa vida que muitas vezes passamos a nos definir por ele. Quantas vezes você já não se pegou se apresentando como “Oi, eu sou fulano, tenho tantos anos e trabalho com tal profissão na empresa tal”?. Sim, muitas vezes o CNPJ se funde com o CPF e fica complicado desassociar o mundo corporativo da vida pessoal. 


Em algumas situações, inclusive, os conflitos emocionais que todo ser humano enfrenta internamente se tornam intensos por causa dos desafios do ambiente de trabalho. Jornada excessiva ou competição dentro do ambiente das empresas podem desencadear tristeza, ansiedade, desânimo e outros sintomas que prejudicam a saúde emocional das pessoas.


Publicado pela editora Rocco e transformado em audiobook pela plataforma Tocalivros, o livro Ansiedade Corporativa, escrito por Adriano Silva, apresenta relatos sobre estresse e depressão no trabalho e na vida. 


O livro é apresentado como se fosse um diário, trazendo dilemas que as pessoas enfrentam na vida corporativa e como isso mexe com o universo pessoal e da família, por exemplo.


O autor descreve os sintomas emocionais com muita exatidão. Entre os assuntos destacados, o livro fala sobre a tristeza e como ela pode se tornar um problema na vida das pessoas. A tristeza age como um vampiro que você convida para entrar na sua casa e não vai embora. A tristeza quer sempre lhe derrubar, ocupar você. A tristeza anestesia. A tristeza é coma. A tristeza vira uma lente que tinge de melancolia tudo o que você enxerga. A tristeza também passa a se alimentar de outros nutrientes, como o medo de não conseguir, ânsia de ter tudo resolvido. A tristeza também se transforma em depressão. Esse livro é sobre a certeza de que tudo está ao nosso alcance, desde que a gente queira, desde que a gente busque solução. Ausência de otimismo não tem que significar derrotismo.


O que você faria se soubesse que essa é sua última semana de vida? Você provavelmente teria mais clareza para recusar os medos. Você viveria com mais intensidade. Você viveria focando no que te traz prazer. Você finalmente estaria pronto para viver com leveza e bom humor. Você não precisa receber uma sentença de morte para começar a viver. Constantemente, podemos ter medo de não vender, nunca sair do lugar, não ser promovido, medo de dizer a verdade. 


Em outro ponto, o autor coloca como a ansiedade prejudica a nossa rotina.  A ansiedade detona a pessoa. Porque a pessoa sente sorrateiramente o coração perder o controle. O ansioso é a pessoa que quer tudo sob controle. É a pessoa que não quer correr riscos. Mas esse é um projeto impossível porque a vida é uma eterna prateleira com livros que nunca estarão prontos. Pior do que notícia ruim, é esperar por ela. 

O grande diferencial do livro é apresentar os sentimentos e trazer questões que levam à reflexão. Assim, o leitor consegue entender em qual situação se encontra e o que pode fazer para melhorar o cenário. Dá para ouvir o trailer do livro AQUI na Tocalivros.


Autor(a): Adriano Silva
Narrador(a): Carlos Oliveira
Duração: 07h22m26s
Selo: Rocco
Sinopse: Depois de O Executivo Sincero, em que aborda as relações humanas no mundo corporativo – uma metáfora da própria vida, com sua balança cotidiana de erros e acertos, sucessos e fracassos –, Adriano Silva oferece, em seu novo livro, um testemunho franco sobre temas considerados tabu no universo do trabalho e compartilha com o leitor suas experiências sobre como enfrentar sentimentos como ansiedade, depressão, medo e melancolia, dentro e fora do escritório. Jornalista e executivo com passagens por grandes empresas, atualmente sócio da The Factory, que publica o elogiado Projeto Draft, o autor mostra que uma carreira bem-sucedida não se faz somente de competências técnicas; brilho no olhar, coragem para superar (não encobrir) os medos e um sorriso sincero no rosto são essenciais.


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