Livro: Enxaqueca - só tem quem quer (Alexandre Feldman)

23 julho 2021

Livro recomenda estilo de vida saudável para curar enxaqueca/ Foto: Thais Galvão


Oi, gente! Dias atrás eu publiquei uma foto no Instagram do livro “Enxaqueca – só tem quem quer”, escrito pelo médico Alexandre Feldman e publicado pela Editora Novo Século. Postei a foto porque o livro era a minha leitura do momento. E foi impressionante a quantidade de mensagens que recebi de pessoas curiosas com o conteúdo do livro.


Decidi fazer esse texto pra contar pra vocês a minha opinião sobre a leitura.


Em primeiro lugar, é importante dizer que é um livro que vai interessar à pessoa que está direta ou indiretamente relacionada com a enxaqueca. Ou seja, é uma leitura relevante se você for alguém que sofre por causa de enxaqueca ou se você conhece alguém que enfrenta momentos terríveis por causa da enxaqueca.


Por se tratar de saúde e ser escrito por um médico, é um livro bastante técnico, mas o conteúdo é de fácil entendimento. O autor Alexandre Feldman busca ser didático a cada capítulo.


O livro começa explicando como a enxaqueca afeta a rotina de quem sofre com as dores de cabeça e outros sintomas indesejados trazidos por essa difícil condição. Além disso, expõe a frustração das pessoas que buscam diversos tratamentos, exames e remédios, mas não conseguem se livrar das dores e do mal estar causados pela enxaqueca.


O autor também apresenta o problema do excesso de medicamentos. Ele faz uma crítica aos medicamentos que são usados de forma irresponsável porque os remédios atuam nos sintomas e não nas causas do problema. Ou seja, depois que o efeito do analgésico passa, a pessoa volta a sofrer.


E é nesse ponto que já coloco para você qual é o foco principal do livro: o médico Alexandre Feldman fala que é necessário que o enxaquecoso – pessoa que sofre de enxaqueca – tenha uma vida saudável porque não adianta se entupir de medicamentos e ter um estilo de vida ruim.


O livro explica que a enxaqueca não é uma doença isolada, mas sim a consequência da interação  do nosso organismo com o meio ambiente. Um meio doente nos faz doentes. Um meio saudável nos faz saudáveis. E o nosso corpo é parte do meio ambiente.


Antes de eu apresentar os conselhos dados pelo médico no livro, vou explicar o conceito da enxaqueca. O doutor Alexandre Feldman define a enxaqueca como uma doença causada por uma má gestão das informações processadas pelo cérebro. É um desequilíbrio das substâncias químicas produzidas pelo nosso organismo. E por isso que um estilo de vida não adequado pode provocar o surgimento de enxaqueca. E um estilo de vida saudável traz solução do problema de saúde.


No livro, o médico sugere uma rotina baseada em alimentos saudáveis, sono de qualidade e exercícios físicos regulares. E claro que também é importante ter um acompanhamento médico com um profissional de confiança. Aliás, o doutor Alexandre Feldman ensina o passo a passo para que o leitor possa fazer uma agenda do estilo de vida, que é um diário para registrar os sintomas, como está dormindo e tudo mais que influencia na gestão da saúde. Esse diário vai ajudar o seu médico a ter um registro completo de tudo o que você sente. É importante anotar, por exemplo, se você começa a ter dores de cabeça depois de comer determinado alimento. Assim você entende os gatilhos e tudo o que faz mal para a sua saúde.


O livro traz a proposta de uma desintoxicação, sugerindo tudo o que a pessoa pode cortar das refeições para conseguir se livrar dos efeitos negativos da enxaqueca. É um compromisso que a pessoa precisa firmar para ter um estilo de vida melhor. 

Cantinho da Roça: café da manhã rural e trilha para correr em Itu

18 julho 2021

Com a pandemia, cada vez mais é necessário encontrar espaços seguros e distantes de aglomeração para fazer atividades físicas como corrida de rua, caminhada e ciclismo. No post de hoje quero trazer dica de lugar para correr em Itu, cidade do interior paulista.


Perto do Cantinho da Roça, sítio com café da manhã e almoço rural, é possível o visitante curtir trilha de terra com distância de 7 quilômetros. Intercalando subida com área plana, o trecho é seguro para fazer passeios perto da natureza.


Visitei o lugar na manhã do domingo, dia 18 de julho. Cheguei por volta de 7h30 e tinha bastante neblina, mas depois o sol foi saindo e tudo ficou lindo.


No Sítio Cantinho da Roça o café da manhã é servido pela família do senhor Hailton, proprietário do local, pelo preço de R$ 25,00. Nesse valor o visitante tem direito a bolos, pães, bolachas, salgadinhos, café, leite, lanche no pão, queijo e pão de queijo. O suco é vendido separado.


Além da comida de qualidade, o espaço conta com bichinhos como tucano, papagaio, porco e galinhas. As mesas ficam em áreas arejadas.


Eu amei conhecer a região e já quero deixar registrado que é excelente passeio para curtir em segurança.







Laurentino Gomes lança volume 2 de trilogia sobre a escravidão

07 julho 2021


Chega às livrarias e lojas virtuais o segundo volume da trilogia de Laurentino Gomes dedicada à história da escravidão no Brasil. Sequência do primeiro livro, apresentado na Bienal do Rio de Janeiro de 2019, a obra é editada pela Globo Livros. Escravidão - Da corrida do ouro em Minas Gerais até a chegada da corte de Dom João ao Brasil concentra-se no século XVIII, auge do tráfico negreiro no Atlântico, motivado pela descoberta das minas de ouro e diamantes em território brasileiro e pela disseminação, em outras regiões da América, do cultivo de cana-de-açúcar, arroz, tabaco, algodão e outras lavouras e atividades de uso intensivo de mão-de-obra africana escravizada. É também um período marcado por importantes rupturas e transformações ocorridas no universo dos brancos, como a independência dos Estados Unidos, a Conjuração Mineira, a Revolução Francesa, a Revolução Industrial e o nascimento do abolicionismo na Inglaterra.


Laurentino Gomes explica que há uma importante mudança na geografia do primeiro para o segundo volume: “O livro anterior teve seu foco principal na África, pelo simples motivo de que, para estudar a escravidão, é preciso sempre começar pela África. Este volume tem como cenário o Brasil, que se tornaria no século XVIII o maior território escravista do hemisfério ocidental. No espaço de apenas cem anos, mais de dois milhões de homens e mulheres escravizados chegaram aos portos brasileiros. Todas as atividades do Brasil colonial dependiam do sangue e do sofrimento de negros cativos. Entre outros aspectos, procuro descrever a violência e as formas de trabalho no cativeiro, a família escrava, as irmandades e práticas religiosas, o papel das mulheres, as fugas, revoltas e formação de quilombos e outras formas de resistência contra o regime escravista”.


Durante o século XVIII, a busca por ouro e pedras preciosas, acompanhada pelo uso cada vez mais intenso de escravidão, fez com que o território brasileiro praticamente dobrasse de tamanho. Começavam também ali alguns fenômenos que marcariam profundamente a face do escravismo brasileiro. A escravidão urbana, de serviços, diferente daquela observada nas antigas lavouras de cana-de-açúcar na região Nordeste, deu maior mobilidade aos cativos, acelerou os processos de alforria, ofereceu oportunidades às mulheres e gerou uma nova cultura em que hábitos de origem africana se misturaram a outros, de raiz europeia ou indígena. “São esses alguns dos ingredientes principais na construção da grande, bela e sofrida África que hoje temos no coração do Brasil”, afirma Laurentino. 


Com mais de 500 páginas e 31 capítulos ricamente ilustrados com imagens, mapas e tabelas, o segundo volume de Escravidão segue o estilo do livro anterior, caracterizado por um texto jornalístico fluido de leitura acessível, e reúne na forma de ensaios as observações e conclusões do autor ao longo de mais de seis anos de pesquisas. Nesse período, Laurentino Gomes debruçou-se sobre a vasta bibliografia já existente sobre o assunto e visitou centros de estudos, bibliotecas, museus e lugares históricos. O trabalho de reportagem incluiu viagens por doze países em três continentes. Para este volume, entre outros locais, o autor esteve em quilombos nos estados da Paraíba, Alagoas, Minas Gerais e São Paulo; antigos engenhos de cana-de-açúcar da região Nordeste; terreiros de candomblé no Recôncavo Baiano; as cidades históricas do ciclo do ouro e diamante em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso; as fazendas dos barões do café no Vale do Paraíba; e o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, maior entreposto de comércio de escravos no século XIX.


Com informações do departamento de Comunicação da Editora Globo Livros

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