Destaques


Por Blog da Hida •
07 novembro 2020

'Bom Dia, Verônica' escancara a violência contra a mulher



Você assistiu “Bom Dia, Verônica”produção nacional da Netflix? O que achou? Eu vi a primeira temporada da série e antes mesmo de dizer o que achei, preciso fazer alerta importante sobre o conteúdo: “Bom Dia, Verônica” é torturante. A classificação indicativa em 18 anos não é à toa: a produção da Netflix tem cenas fortes de mortes, violência psicológica e agressões físicas. Então, se você for sensível com esse tipo de conteúdo, é fundamental saber que há muitos gatilhos. 


“Bom Dia, Verônica” é baseada no livro homônimo de Ilana Casoy e Raphael Montes (que o escreveram sob o pseudônimo Andrea Killmore). Ilana Casoy é criminóloga e dedicou-se a estudar perfis psicológicos de criminosos, especialmente de serial killers. Já Raphael Montes é escritor e roteirista brasileiro de literatura policial.


Os atores Tainá Müller, Eduardo Moscovis e Camila Morgado atuam como personagens principais na série da Netflix. Tainá é Verônica; uma escrivã policial; Moscovis vive o Brandão – um policial que agride a esposa –; e Camila Morgado é Janete, a esposa de Brandão e vítima de violência.


Verônica Torres trabalha como escrivã na Delegacia de Homicídios de São Paulo. Após presenciar o suicídio de uma mulher vítima de um golpista na internet, ela decide investigar casos de mulheres vítimas de violência. 


O que diferencia Verônica dos demais colegas da delegacia é a capacidade de ouvir as vítimas. Ela deixa as mulheres numa posição confortável para que possam contar exatamente o que estão passando. A partir dessa escuta sensível e um processo de conversa com muita empatia, Verônica se coloca no lugar do outro e dá relevância para os casos. Quando começa a fazer investigações, Verônica enfrenta machismo e corrupção dentro da delegacia em que trabalha. Todos esses problemas no sistema vão inviabilizando o trabalho dela e trazendo dramas familiares e pessoais que Verônica precisa solucionar na própria vida. 


A série aborda machismo, feminicídio e abusos de forma muito profunda e assustadora. Confesso que todas as cenas de violência me causaram tristeza por causa do sofrimento das vítimas. Além de mostrar que a vítima de violência necessita de atenção, “Bom Dia, Verônica” reforça que os casos de violência contra mulheres são problemas de todo mundo e que a sociedade não pode fechar os olhos para isso. 


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Por Blog da Hida •
09 outubro 2020

Transição capilar e big chop: como foi a minha experiência


Oi! Tudo bem?


Vou começar esse texto de maneira leve, como se fosse um bate papo, porque a ideia é justamente ficar pertinho de você que está lendo e tem interesse em saber como foi a minha transição capilar e como passei pelo big chop. Antes de mais nada, preciso deixar claro que esse texto é um relato pessoal e um registro dessa etapa da minha vida que quero deixar aqui no meu blog. É muito importante e fundamental que você procure um especialista antes de fazer qualquer procedimento no seu cabelo. Independentemente se eu estava de cabelo alisado, com trança ou natural, nunca fiz nada sem supervisão. Sempre busquei consultoria de pessoas especializadas no assunto. Recado dado. Agora vou retomar o assunto da mudança no cabelo.


Chegar na etapa de transição capilar não foi um processo rápido para mim. Levou anos, na verdade. Então, antes mesmo de contar como foi chegar nesse cabelo da foto acima que ilustra esse texto, vou escrever aqui para você como era a relação que eu tinha com o meu cabelo. 


Tenho 29 anos e fiz escova progressiva dos 13 aos 28 anos. Ou seja, foram muuuitos anos fazendo alisamento e colocando química no cabelo. Até os 13 anos de idade eu sempre vivia de cabelo preso. Como ele é volumoso, usava trança, fazia coques, enfim, o cabelo ficava constantemente amarrado. Nesta época não existia referência e informação como há atualmente, então o cabelo crespo e cacheado sempre perdia espaço. O liso era referência. Para nós, mulheres de cabelo afro, sempre foi ensinado que era necessário prender o cabelo. Ainda bem que hoje as coisas mudaram e temos opções de produtos e referências para nos inspirarmos. 


Na adolescência, porém, acompanhei a chegada da escova progressiva nos salões e percebi como o procedimento estava fazendo sucesso entre as mulheres. Tinha uma infinidade de propostas de alisamento no mercado e todas, sem exceção, ofereciam aquilo que até então eu não tinha alcançado com meu cabelo: liberdade.

Eu amei fazer esse ensaio fotográfico. Nessa época, como pode  ver, usava progressiva no cabelo.


Entrei nessa "onda" de escova progressiva e até os 28 anos de idade seguia todos os passos religiosamente. Meu cabelo cresce rápido e a cada três meses lá estava eu no salão novamente para viver o estica, puxa, esquenta, alisa. O resultado do cabelo até que me agradava. Curti por muitos anos ficar com os cabelos alisados, mas com o passar do tempo percebi que isso estava me deixando triste.

Não julgo quem faz alisamentos e por muitos anos esse processo foi uma solução pra mim, mas depois percebi que estava aprisionada numa rotina de cuidados com o cabelo que na verdade não me trazia liberdade. Dias de chuva, por exemplo, eram sempre chatos porque iriam bagunçar meu cabelo. Piscina, parque aquático ou praia nem era opção de passeio pra mim porque eu não poderia estragar os fios. Enfim, ficar refém de um cabelo liso que não me deixava fazer as coisas mais legais da vida foi me irritando. Fui perdendo a graça em fazer alisamento. Não estou dizendo que pessoas que fazem progressiva não podem ou não devem pegar chuva ou curtir piscina. Claro que podem! Mas é que no meu caso tudo isso era um transtorno porque bagunçava o cabelo.  


Também passei a sentir desgosto por passar horas desconfortáveis no salão. Já estava enjoada de secador, chapinha, cheiro forte de produto e cabelo ressecando por causa de química. Toda fase de retocar a raiz do cabelo com a progressiva passou a ser chata. 


Mas até isso acontecer levou muitos anos. Isso porque, querendo ou não, alisar o cabelo estava me trazendo certa comodidade no dia a dia. Eu levantava, penteava o cabelo e estava tudo certo. Mas custava caro ter essa comodidade. E nem estou falando de caro por causa de valores financeiros. Custava caro porque eu tinha que abrir mão de momentos legais. Ganhava por um lado, mas perdia por outros.

Enquanto acontecia esse turbilhão de sentimentos dentro de mim, a Sara, minha irmã - que até então também fazia alisamento - entrou em transição capilar. Ela cansou do alisamento, cortou o próprio cabelo e deixou crescer naturalmente. Foi uma etapa importante pra ela. A Sara fez tudo isso sozinha, apenas buscando referências e informações na internet. Sem saber, ela estava me ajudando. Ver a força dela com tudo isso foi o que me ajudou a tomar decisões. A luta e resistência dela inspiraram a minha caminhada. 


No mês de maio de 2019 decidi parar de fazer progressiva. Já estava na fase de "retocar" a raiz do cabelo com novo alisamento, mas simplesmente abri mão. Na época, pensei assim "ah, deixa quieto, vou parar com isso". E de fato parei. O cabelo foi crescendo. Engraçado foi que na época da progressiva achava que ele crescia muito rápido. Quando entrei na transição, achei o ritmo de crescimento dele muito lento. Mas era tudo coisa da minha cabeça: o cabelo estava fazendo tudo do jeito dele, no tempo certo e eu é que estava com pressa! Com o tempo o cabelo foi ganhando crescimento e passei a ter que lidar com duas texturas: a parte natural, toda cacheada em cima, e a parte lisa embaixo, resultado de anos de alisamento. 


Esse momento de duas texturas evidentes foi difícil porque até prender o cabelo para fazer rabo de cavalo já estava ficando complicado. De maio de 2019 até fevereiro de 2020 encarei essas duas texturas sem fazer nada. A Sara me ajudava fazendo hidratações em casa e eu mantinha o cabelo crescendo naturalmente. Não fazia escova e nem chapinha. Afinal, a ideia era não jogar mais calor no bichinho. 

Plena na rede já com duas texturas no cabelo. Essa foto é de novembro de 2019. Perceba que a frente já começa a ficar "espetadinha", mas eu estava feliz pela decisão da transição


Em março de 2020 eu decidi fazer tranças no cabelo. Foi um passo importante porque o cabelo estava crescendo e a diferença de textura estava gritante. Por outro lado, cortar ele nesse momento e fazer o big chop ainda era cedo. Isso porque o cabelo ficaria muuuito curto e eu poderia me frustrar se fizesse um corte muito curto. Fiz a trança justamente para aguentar o máximo de tempo possível sem cortar o cabelo. As tranças me ajudaram a encarar tudo com paciência, leveza e estilo. Curti muito essa fase de box braids. Para quem não sabe, box braids  são aquelas tranças feitas desde a raiz do cabelo, que unem fibra sintética e cabelo natural.


Usei tranças de março a setembro de 2020. Foi um período muito bacana. Brinquei muito com as possibilidades e a cada mês estava com um modelo diferente de trança no cabelo. Fiz trança solta, boxeadora e nagô. Ameeei todas!



Em outubro, com a chegada das férias do trabalho, estava decidida a tirar as tranças e ver como o cabelo estava para eu fazer o big chop. Para a minha alegria, o bichinho já estava num comprimento muito bom e poderia cortar sem frustração.


Na quarta, dia 7 de outubro, liguei no Mix Mania Cabeleireiros - salão especializado em cachos e crespos em Campinas -, perguntei o valor do corte e qual a data disponível. A atendente passou as informações e disse que tinha horários já para o dia seguinte, na quinta, dia 8 de outubro. Agendei para 14h e lá fui fazer o corte. Chegando no local, fui atendida pela Edlaine Monteiro, cabeleireira especialista em cabelos afros e cacheados.
 

Ela conferiu o tamanho do meu cabelo e fez uma foto antes de cortar pra fazer a comparação após o corte e finalização. Foi muito bacana o atendimento porque ela ensinou a identificar a curvatura do meu cabelo e deu dicas de como cuidar no dia a dia. 

Não saí de lá apenas com um corte de cabelo. Saí de lá com um black power muito bonito e diversas possibilidades de ter uma rotina mais leve, repleta de liberdade.

Estou muito feliz com essa etapa. Tudo aconteceu no tempo certo. Acredito que a transição não aconteceu nem cedo e nem tarde. Ela veio em uma fase da vida que estou preservando o autocuidado, amor próprio e autoconhecimento. Quando a gente está forte por dentro, fazer mudanças externas é mais simples.

Eu espero que de alguma forma esse texto ajude a inspirar você ou alguma pessoa do seu convívio! Tem mais dúvidas, curiosidades? Deixe o seu comentário aqui embaixo porque respondo tudo depois <3













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Por Blog da Hida •
06 outubro 2020

Filme '100 Metros' aborda a importância da autoconfiança


Ramón vê o mundo desabar quando recebe o diagnóstico de esclerose múltipla. Muito dedicado à família e ao trabalho como publicitário, não consegue imaginar-se dependendo dos cuidados das demais pessoas. Quando descobre a esclerose múltipla, os médicos informam que a doença autoimune e degenerativa já está em estado avançado. O corpo de Ramón frequentemente começa a dar sinais de debilidade e, durante o processo de tratamento, ele se depara com uma pessoa pessimista que afirma que dentro de um ano Rámon será incapaz de andar 100 metros.


Após perceber como a doença passou a afetar a rotina e modificar completamente a capacidade de fazer coisas simples como abrir e fechar as mãos, Ramón entra numa fase de derrota e sentimentos negativos


Com a ajuda da esposa, o publicitário decide questionar todas as limitações do seu corpo e mostrar que tem força para enfrentar as adversidades trazidas pela esclerose e se inscreve num ironman, prova de triatlo em que o participante precisa cumprir 3,8 quilômetros de natação, 180 quilômetros de bicicleta e 42 quilômetros de corrida


O preparo para participar da prova é árduo e Ramón recebe treinamento do sogro. Todos os dias ele percebe que a vida é uma manifestação de coragem e capacidade de fazer sacrifícios para superar os limites do próprio corpo e fazer aquilo que muitos disseram ser impossível.


O filme 100 metros é baseado na história de Ramón Arroyo. Com direção de Marcel Barrena, a obra está disponível na Netflix e tem quase 2 horas de duração. Vale a pena assistir porque diz muito sobre resiliência e superação


Além disso, prova que é muito importante acreditar em si próprio e escolher muito bem as pessoas ao nosso redor porque na vida ninguém “corre” sozinho



As fotos que ilustram esse texto são de cenas do filme/ Crédito: Divulgação
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Por Blog da Hida •
05 outubro 2020

Made in roça: como foi correr em uma fazenda


A pandemia do novo coronavírus modificou diversas atividades e com o setor de corrida de rua isso não foi diferente. Com as restrições impostas pela covid-19, eventos que reúnem grande número de público tiveram que ser cancelados no decorrer do ano e com isso muitas provas presenciais de corrida foram afetadas. 

De acordo com os dados do Governo do Estado de São Paulo, os casos de covid-19 estão reduzindo nos municípios paulistas, o que proporciona medidas de flexibilização das atividades esportivas e econômicas. Apesar disso, é necessário que todos tenham consciência e sigam os cuidados sanitários que são exigidos pelas autoridades em saúde como, por exemplo, uso de máscaras e distanciamento social. Afinal, sossego mesmo a gente só vai ter quando sair uma vacina! 

No dia 3 de outubro tive a oportunidade de participar da minha primeira corrida de rua presencial pós-pandemia: a Made in Roça. O evento foi realizado na Fazenda Nossa Senhora da Conceição, em Jundiaí, e seguiu todos os protocolos de segurança.

A largada da corrida aconteceu em horário agendado. Para evitar aglomeração, o evento foi distribuído em diversos finais de semana. A organização permitiu apenas 10 atletas por horário de largada. Eu e o Michel, meu namorado, participamos do primeiro dia da corrida. Agendamos a nossa largada para 7h, o primeiro horário.

O kit da corrida - formado por camiseta, chip de cronometragem, medalha, número de peito, ecobag e brindes de patrocinadores - foi entregue 30 minutos antes da largada. Para pegar o kit foi necessário higienizar as mãos com álcool em gel.

No momento de fazer a largada os atletas usaram máscaras e depois no percurso, ao ganhar distância, era permitido correr sem máscara. Não teve aglomeração e todo mundo respeitou as regras.

O percurso da prova foi numa área de mata. Corremos em chão de terra, grama e pedra. 

A paisagem da prova é muito bonita e agradável.

Durante o percurso, o atleta teve ponto de hidratação nas proximidades do terceiro quilômetro. Ao final da prova teve entrega de medalha, água e frutas. 

Fotógrafos da Agência Fotop marcaram presença e fizeram fotos lindas. As 3 fotos que uso para ilustrar esse texto foram compradas no site da agência. 

Pagamos R$ 75 por pessoa para participar da corrida. Para saber mais sobre o evento, é só clicar aqui.


Saiba mais sobre corrida

Eu amo falar sobre corrida de rua aqui no blog!

Em fevereiro deste ano, quando a gente nem sabia ao certo o que era coronavírus, publiquei um texto aqui no blog contando como é participar de uma corrida de rua. Clique aqui para ler.

E leia esse outro texto aqui do blog se você quiser saber os cuidados que deve tomar para participar de corrida de rua. 

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Por Blog da Hida •
07 setembro 2020

Calusne produz hortaliças e flores comestíveis em Campinas

Eu amo conhecer bastidores e processos de produção. Depois de contar aqui no blog como funciona as etapas de fabricação do café, no texto de hoje vou falar como ocorre o cultivo de hortaliças e flores comestíveis

Estufa de flores comestíveis

Paciência, amor, dedicação e trabalho em equipe. Esses são os principais ingredientes da receita de sucesso da Calusne Farms, produção rural localizada em Campinas e um dos principais fornecedores de ervas aromáticas, flores comestíveis, hortaliças e brotos para diversos restaurantes e hotéis da região. 

Mas a trajetória da Calusne também conta com muita labuta e busca constante por inovação. "Eu acordo às 3h e quando é 4h já começa o trabalho aqui. Começamos cedo porque os produtos precisam chegar cedo nos restaurantes para que sejam produzidos para o almoço, por exemplo. Trabalho aqui há 53 anos. Tudo começou com a minha família. Eu nasci aqui. Hoje temos mais de 80 tipos de produtos e fazemos pesquisas para sempre buscar novidades e coisas diferentes", conta o agricultor e proprietário da Calusne Farms, Sérgio Donófrio.



Com 100 mil metros quadrados de área e 35 pessoas que formam o time de colaboradores, a Calusne possui diversidade de produtos. Por lá é possível encontrar alface, couve kale, tomilho, manjericão, hortelã e mini legumes. Entre as flores comestíveis há, por exemplo, brinco de princesa, capuchinha, amor perfeito, cravina, flor de mel branca e mini rosa. "Os chefs usam essas flores nos pratos ou para decorar as criações gastronômicas. Todas são comestíveis, mas para quem vai fazer o preparo em casa é necessário ter cuidado. Em algumas delas é necessário tirar a base porque não é agradável para consumo", alerta o agricultor. 

Semanalmente, o espaço produz de 5 a 6 toneladas de produtos. Além de abastecer as cozinhas de hotéis e restaurantes, a Calusne Farms também faz delivery para pessoas físicas. "Como estamos falando de produtos leves, que são folhosos, quando se fala em cinco e seis toneladas por semana é bastante coisa. Tudo o que produzimos é higienizado e depois embalado para os restaurantes e demais clientes. No caso do delivery, a pessoa escolhe como montar o kit dela e fazemos as entregas em casa", explica o agricultor ao falar sobre o serviço de entrega ao consumidor que surgiu como alternativa para driblar os problemas que surgiram com a pandemia do novo coronavírus. "Os restaurantes, que são nossos principais clientes, ficaram muito tempo fechados e com isso tivemos um grande impacto. Não paramos de produzir na pandemia e tivemos que dar conta dessa demanda produzida até porque não demitimos nenhum funcionário mesmo com a crise da pandemia. Foi daí que decidimos vender por delivery para os clientes. O pessoal foi divulgando e bastante gente passou a fazer os pedidos. Os blogueiros e influenciadores de gastronomia também ajudaram bastante nessa divulgação. Esse atendimento delivery cresceu muito e estamos mantendo esse tipo de atendimento com a demanda dos restaurantes", diz Sérgio.




Nem todos os alimentos cultivados são vendidos, mas o proprietário da produção rural diz que nada é perdido. "Alguns alimentos podem surgir com algum tamanho impróprio para venda, mas ele está bom para ser consumido. Para não jogar fora e evitar desperdícios, fazemos doações para o Mesa Brasil, projeto do Sesc Campinas que ajuda diversas entidades assistenciais. Os alimentos doados às entidades são repassados para famílias carentes. Aquilo que não está ideal para o consumo humano, a gente doa para produtores rurais que possuem animais como porcos e que comem esses alimentos. A água que usamos no processo de produção também é reaproveitada para lavar carros e chão. Nada é perdido. Inclusive até fizemos um lago aqui na propriedade rural com a água que vem da limpeza das hortaliças", comenta Sérgio ao falar sobre as iniciativas de assistência e sustentabilidade da Calusne.

Serviço

Quem quiser conhecer mais sobre a história do local pode acessar o site da Calusne. Também é possível saber mais sobre a rotina da produção rural pelo Instagram. Interessados podem fazer pedidos dos produtos pelo whatsapp (19) 9.8330.1050. Os kits com os itens variam de R$ 59,90 a R$ 69,90. Aliás, pelo Instagram dá para ver todos os produtos que a Calusne vende e os valores. Além disso, pela rede social a Calusne também informa os tipos de kits existentes. 



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Por Blog da Hida •
23 maio 2020

Documentário mostra o caminho da criatividade no cérebro

Ser criativo e produzir coisas interessantes são características desejadas por diversas pessoas, mas será que todo mundo pode ser criativo? 

E eu vou além nessa pergunta: a criatividade é um dom que surge apenas para privilegiados ou todos nós temos essa capacidade? 

Fazer mural de colagem e inspirações é uma dica para exercitar a criatividade / Foto: Kaboompics

No documentário "Como o cérebro cria" - disponível via Netflix -, o neurocientista David Eagleman conta o bê-a-bá do processo de criação do cérebro humano. O filme tem 52 minutos de duração e reúne informações que Eagleman captou após estudar o cérebro do ser humano por mais de 20 anos.

Além de destrinchar como ocorre o processo criativo, o neurocientista mostra que a criatividade está em diversos segmentos como matemática, arquitetura, ciência, dança, música, natureza e também no cotidiano de uma cidade. Foi com criatividade, por exemplo, que o ser humano evoluiu da lenha para o microondas e é com criatividade que novos medicamentos são criados constantemente para resolver problemas de saúde. 

Durante as entrevistas do documentário, o neurocientista David Eagleman busca entender como acontece o processo criativo de profissionais como cientistas, músicos, inventores, animadores e arquitetos. Entre uma situação e outra da rotina de cada perfil, ele vai explicando tecnicamente o funcionamento do cérebro humano. 

Diferentemente dos animais, que reagem automaticamente aos impulsos, o ser humano busca possibilidades. A comida, por exemplo, é apenas alimento para um rato. Ele olha e vai comer. Mas para nós seres humanos a comida, além de alimento, pode ser muitas coisas como, por exemplo, obra de arte (vários artistas criam esculturas com alimentos), uma arma (não queira estar no meio de uma guerra de tomate) e até mesmo uma ferramenta de trabalho (os chefs gastronômicos sabem muito bem disso). Ou seja, o nosso cérebro recebe um estímulo e busca novos caminhos. Ele é projetado para quebrar barreiras. 

E é justamente por isso que devemos sempre buscar conhecimentos e experiências para criarmos conexões. Quanto mais somos estimulados, mais aguçada é a nossa capacidade de criação. Para transformar algo, você precisa de estímulo. Não tem como ser criativo se você buscar sempre o caminho mais óbvio e mais simples. Também é necessário buscar informações diversificadas e aprender cada vez mais. Criatividade é exercício que deve ser praticado diariamente. 

O documentário merece a sua atenção e se você for professor ou produtor de conteúdo, por favor, repasse isso para o seu público porque é um projeto incrível e que merece ser visto por todos aqueles que gostam de entender como a nossa cabeça funciona ou que buscam criar projetos inspiradores.

O filme é baseado em um livro de mesmo nome - e escrito por Eagleman, claro - que você pode comprar aqui. Além disso, o neurocientista tem outro livro muito bacana que chama "Cérebro - uma biografia", que dá para adquirir aqui
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