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Resenha: Razão VS Emoção [Guilherme Bandeira]


Conheci o trabalho do cartunista e ilustrador Guilherme Bandeira no ano passado. Eu estava "navegando" pelo Instagram quando, "do nada", vi uma tirinha narrando as aventuras do coração e do cérebro, personagens centrais do livro Razão VS Emoção. Gostei tanto do humor e cores fortes presentes nas tirinhas, que pensei "preciso visitar o perfil deste cara". Aí fui para o feed @guilherme_bandeira e dei de cara com diversas tirinhas divertidas mostrando os embates da razão com a emoção e outras situações engraçadas do cotidiano "contadas" por diferentes objetos. Depois disso, não deu outra: passei a "bater cartão" no perfil do cartunista. 


Após acompanhar o Instagram do ilustrador, descobri que Bandeira tem loja virtual onde vende livros e itens como caneca e caderneta. Comprei o livro Razão VS Emoção e posso dizer que o investimento (R$ 45) valeu a pena.

Nas tirinhas de Razão VS Emoção o cérebro é muito centrado e sempre é curto e grosso com o coração para evitar que o amigo faça bobagens. Mas o coração é muito teimoso e às vezes derrapa "nos rolê da vida". O resultado disso é desilusão, alegria, amor, amizade e carinho. 

Perspicaz, o cartunista Guilherme Bandeira usa as divergências existentes entre coração e cérebro para transmitir mensagens divertidas e com bastante reflexão. Afinal, todos nós sabemos o quanto é complicado equilibrar razão e emoção.

O livro tem tirinhas inéditas e também reúne aquelas que já foram publicadas no Instagram. Eu li em um dia e dei bastante risada conforme virava as páginas. É do tipo de livro que vale a pena ter na estante e também compensa comprar para dar de presente para aquele amigo que gosta de projetos visuais e divertidos.

SERVIÇO
Livro: Razão VS Emoção
Autor: Guilherme Bandeira
Valor: R$ 45
Onde comprar: aqui
Sinopse: Este é o quarto livro da série. Nele, razão e emoção se veem rodeados de personagens secundários – esperança, tristeza, tpm, realidade, paixão, decepção, entre outros – com os quais são obrigados a lidar. Este livro ilustra a fase mais atual da premiada webcomic: Coração e Cérebro já se conhecem e fucionam juntos, mas o que acontece quando entram em contato com todos esses outros elementos?



Cérebro "estressadinho" com o coração / Foto: Hidaiana Rosa
Coração sendo "good vibes" / Foto: Hidaiana Rosa
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Como fazer trufa de açaí


Oi, pessoal! A Páscoa está chegando e por isso quero compartilhar com vocês uma receita prática e especial para a data: trufa de açaí. Eu aprendi o preparo durante uma oficina gastronômica promovida pela Native berries - marca especializada em açaí - em parceria  com o Oba Hortifruti e com as nutricionistas da Nutri na Colher, que atuam em Campinas com uma proposta muito bacana de cardápio personalizado. Aliás, no final deste post tem depoimentos das representantes da Native berries e da Nutri na Colher falando um pouco sobre as respectivas marcas. Também coloquei uma foto dos amigos que participaram comigo desta oficina.

A receita é acessível e dá pra fazer até mesmo no dia a dia, como sobremesa. Espero que vocês gostem. 


"A marca começou com foco no açaí puríssimo. É uma marca orgânica. O grande diferencial da Native Berries é que não usamos xarope, corante e aroma artificial na formulação. A gente realmente quer trabalhar o benefício nutricional da fruta, que é a grande quantidade de antioxidantes. O açaí é uma fruta riquíssima em antioxidantes e bastante quantidade de ômegas, que são as gorduras boas. Na região sudeste a gente conhece o açaí cheio de coisas. Por isso, o nosso diferencial é trazer ele puro, mostrando o benefício nutricional dele, que é a fruta que todo mundo pode consumir." [NATHALIA MELO  da Native berries]
"A gente entrou em Campinas há 4 anos, com um novo conceito de nutrição. A ideia é ter um conceito de nutrição personalizada e desde o começo a gente segue isso. Trabalhamos desde a parte do atendimento nutricional e programas de refeições personalizadas. Pra gente cada cliente é um cliente. Sabemos o que cada um gosta. Temos também uma linha de pronta entrega, com alguns produtos. Também temos um espaço que concentramos loja, consultório e cozinha para oficinas e cursos." [BIA ZINI - Nutricionista da Nutri na Colher]
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A primeira vez


A gente passa a vida vivendo um monte de situações pela primeira vez. Há quem odeie esse frio na barriga, esse medo de não dar certo ou a simples constatação de que nada está em nossas mãos, principalmente quando é algo desconhecido.

Nestas férias fui viajar com minha mãe para Brasília. Logo com ela que jurava que nunca iria entrar num avião... Pois entrou. E me senti tão honrada em fazer parte dessa primeira vez dela... uma senhora de 65 anos que mora em uma cidade no interior do Rio de Janeiro e tem um cotidiano pacato e sob controle teve a coragem de se aventurar em algo que nunca tinha feito antes.

Quando a gente cresce e pensa em primeira vez, logo lembra dos filhos. Quer estar presente nos primeiros passos, primeiras palavras, no primeiro tombo. Aí, logo nos vem a mente as nossas primeiras vezes: o primeiro beijo, o primeiro dia na escola, o primeiro namorado, o primeiro emprego, salário, viagem... Mas nunca imaginei que estaria compartilhando com minha mãe uma primeira vez tão bonita.

Pode parecer simples, e é. Mas ver sua mãe enfrentando os medos, rindo de nervoso e você ser a base pra ela ficar tranquila naquele momento, ahhh! não tem nada que pague isso... Quantas vezes, ela me pegou no colo quando minha primeira, segunda ou terceira vez não deram muito certo na vida.

E o que mais me chamou a atenção de toda essa história é que não há idade pra conhecer o novo. Pra se jogar no mundo e pra perceber que a gente não tem controle de nada nessa vida. Só escolhe se quer ficar parado ou experimentar o que vem de bom.
A ilustração deste texto foi criada por Jânio Garcia - ilustrador 2D e professor de Arte Digital da Pandora Escola de Arte - e pelo aluno do curso de Ilustração de Mercado e ilustrador 2D, Danilo Freitas. Para conhecer a escola Pandora, clique AQUI. Já o portfólio do Jânio Garcia pode ser visto AQUI e o portfólio do Danilo Freitas está disponível NESTE link.
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O poder dos cachos


Chamem como quiser: cabelo cacheado, encaracolado, enroladinho... que atire a primeira pedra quem - em toda a sua vida – nunca pensou em alisar as madeixas. Eu sou de uma época em que se relaxava os cachos (uma química que deixava o enrolado menos enrolado). Aí vieram as escovas japonesa, progressiva, marroquina... Tudo pra salvar as pessoas dos cabelos cacheados.

Não é força de expressão não! Quem tem cabelo liso acha lindo o encaracolado, mas não sabe como dá um trabalhão... Você só consegue pentear se está molhado, tem que passar o modelador de cachos e quando acorda de manhã, haja volume... E os cachinhos foram embora, amassados por uma noite bem dormida.

Passei mais de dez anos fazendo a tal da progressiva. Ao primeiro sinal de frizz na raiz, lá estava eu no salão pra domar a fera. Tão mais fácil a vida de cabelo liso... até aprendi a fazer escova sozinha! Mas com o tempo, comecei a sentir que essa mulher de cabelo liso não era mais como eu queria ser. A gente vai crescendo, amadurecendo e percebendo que o natural tem uma beleza que brilha. E eu estava sentindo falta exatamente disso!

Aí, minha amiga, começou a minha luta... Sair do cabelo alisado de anos, isso sim dá um trabalhão! A raiz cresce e o resto tá liso, como faz? Escova, tiara, arquinho, prende, passa gel, laquê... O cabelo cresceu um pouquinho e eu, num ato de coragem, cortei na altura dos ombros. Tirei mais da metade da progressiva e ganhei um volume de leão... A primeira vez que saí com ele enroladinho, levei um susto ao me ver no espelho de uma loja...

Tirei férias do trabalho e fui curtir meu cabelo. As tias mais velhas odiaram minha nova opção (onde já se viu... cabelo liso é mais arrumadinho). Minha sogra quer saber até onde vai minha maluquice... Ok, ok, concordo com todas vocês. Cabelo liso é lindo, é chique, combina com tudo! Confesso que pensei trocentas vezes em desistir dessa ideia de voltar aos cachos. Mas meu marido a todo instante diz que rejuvenesci uns 15 anos, que estou com cara de sapeca e um brilho lindo no olhar.

Não vejo a hora do cabelo crescer, pesar e os cachos ficarem com um pouquinho menos de volume... O cabelo faz parte da nossa identidade. E toda essa história de ter os cachinhos de volta veio com o processo de autoconhecimento, quase um resgate da minha alma, do que está dentro de mim... Como a lagarta que se esconde no casulo e se transforma em borboleta. Claro que vou continuar fazendo escova quando achar necessário, mas não tem coisa mais bonita que redescobrir a sua beleza e se aceitar do jeitinho que você é!
A ilustração deste texto é da Paloma Barbosa, ilustradora que já foi tema de post aqui no blog. Para conhecer os trabalhos da Paloma, basta acompanhar o perfil dela no Instagram.
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5 livros para ler em 2018


Sempre gostei de ler todos os estilos literários e neste ano estou ainda mais disposta a conhecer novas narrativas e autores diferentes. O meu aniversário está chegando (alô, 27 de março!) e neste post quero listar cinco livros que estão na minha lista de desejos. Coloquei as sinopses originais para que você conheça um pouco sobre cada obra que escolhi. Já leu algum desses? Me conte nos comentários.

  1.  Batman Terra Um [Volume 2/ Panini Books]: A mudança está chegando a Gotham City. Depois da morte do prefeito Oswald Cobblepot e do surgimento do Batman, uma nova aurora lança sua luz sobre essa cidade conhecida pelo crime e corrupção. A nova prefeita Jessica Dent e seu irmão, o promotor Harvey Dent, juntam-se ao Batman e ao detetive Jim Gordon em sua cruzada contra os elementos criminosos da metrópole. Mas uma nova ameaça surge: uma que gosta de brincar de adivinhações. Erre a resposta e você morre. Este segundo volume da bem-sucedida BATMAN: TERRA UM une novamente o roteirista Geoff Johns e o artista Gary Frank e apresenta aos leitores alguns consagrados inimigos do Batman mas envoltos em conceitos e reviravoltas que constroem uma nova e incrível mitologia para um dos personagens mais famosos da ficção recente.

  2. Mas você vai sozinha? [Gaía Passarelli/ Globo Livros]: “Mas você vai sozinha?” Que mulher nunca ouviu essa pergunta logo depois de anunciar que faria uma viagem solo? Seja em outro continente ou numa cidade do interior de São Paulo, é sempre um ato de coragem decidir conhecer um lugar por conta própria. Geralmente, sentimos como se devêssemos aos outros motivos e porquês de tomar uma decisão tão prazerosa como a de se jogar no mundo. Neste livro, a autora Gaía Passarelli conta com sinceridade e bom-humor sobre suas aventuras sozinha pelo mundo afora. Ela não vai nos dizer para largar tudo e sair por aí, nem sobre sermos cool em Nova York. Estas são histórias sobre ser consolada por um xamã andino, molhar os pés nas águas do mar no extremo sul da Índia e dormir debaixo de uma mesa de bar no Texas. Acima de tudo, este é um livro que fala sobre ser mulher e, ao mesmo tempo, ser livre para viajar por aí sem companhia, sem medo e sem preconceito. O livro traz ilustrações da artista paulistana Anália Morares.

  3. Ninguém vira adulto de verdade [Sarah Andersen/ Seguinte]: As tirinhas certeiras de Sarah Andersen registram lindos fins de semana passados de pernas pro ar na internet, a agonia de andar de mãos dadas com alguém de quem estamos gostando (e se os dedos ficarem suados?!), a longa espera diária para chegar em casa e vestir o pijama, e a eterna dúvida de quando, exatamente, a vida adulta começa. Em outras palavras, este livro é sobre as estranhezas e peculiaridades de ser um jovem adulto na vida moderna. A sinceridade com que Sarah Andersen lida com temas como autoestima, timidez, relacionamentos e a frequência com que lavamos o sutiã torna impossível não se identificar com esses quadrinhos hilários e carismáticos.
  4. Quinze dias [Vitor Martins; Globo ALT]: Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai colocar em prática. Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho. Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.
  5. Uma bolota molenga e feliz [Sarah Andersen/ Seguinte]: Você está pronta para usar um biquíni? Acha que precisa comer mais couve e fazer ioga? Esqueça tudo isso. É muito melhor ser uma bolota. Uma bolota molenga e feliz! As incríveis tirinhas de Sarah Andersen são para nós, que não economizamos dinheiro na livraria, vivemos à base de café, deixamos tudo para a última hora, somos especialistas em roubar o blusão alheio, não sabemos nos comportar em situações sociais e insistimos em pensar demais. Esta segunda coletânea continua exatamente onde a primeira parou: debaixo de uma pilha de cobertas, evitando as responsabilidades do mundo real. Este volume traz tiras que acompanham os altos e baixos da montanha-russa implacável que é o começo da vida adulta, além de ensaios ilustrados sobre experiências pessoais da autora ligadas a ansiedade, carreira, relacionamentos e amor por gatinhos.
    >> A primeira foto deste post é do site Kaboompics <<
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