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Como organizar o dia + planner para download


Trabalhar, estudar, pagar contas, arrumar a casa e encontrar tempo para cuidar da saúde e curtir atividades de lazer. Nossa, é muita coisa né? Não sei você, mas em alguns momentos eu já desejei que meus dias tivessem 48 horas. Tudo isso porque a correria do cotidiano já me deixou com aquela sensação de "fiz tudo, mas não fiz nada".

Segundo Patrícia Lopes, coach de carreira na Novità Comunicação, esse sentimento de desespero gerado pela falta de tempo esconde um problema maior: a ausência de clareza. "Muitas vezes, a pessoa não sabe realmente o que quer fazer e onde quer chegar. Isso gera culpa. Para se desculpar consigo mesma, ela lota a agenda de compromissos para se sentir mais produtiva. Mas na verdade está apenas preenchendo tempo. Agenda lotada não significa produtividade. Como tem sido seu dia? Na maior parte do tempo, você se mantém apenas ocupado ou realmente produtivo?", questiona Patrícia.


E não pense que a ausência de clareza é o único vilão que bagunça a rotina porque, segundo a coach de carreira, a falta de propósito e o excesso de falsas recompensas também fazem com que uma pessoa perca tempo no dia a dia. "Se você não sabe por que você faz, você desiste na primeira dificuldade. O exemplo mais comum é a academia ou a dieta, que sempre começa na segunda e termina na terça, porque a pessoa não estava realmente comprometida com isso. Se não tem propósito, ela não continua fazendo. E é comum culpar a falta de tempo, quando na verdade, seria falta de interesse e vontade", conta Patrícia ao explicar como a ausência de propósito prejudica a otimização do tempo.

No caso do excesso de falsas recompensas, esclarece a especialista, o vacilo ocorre quando a pessoa lota a agenda de tarefas e compromissos para sentir-se produtiva, porém enfrenta dificuldades para cumprir os projetos. "A agenda continua lotada, eu não cumpro como gostaria e culpo a falta de tempo. Para aliviar a minha preocupação, busco recompensas, afinal me sinto exausta só de pensar em tudo o que tenho para fazer. Então, fujo para atividades de falso lazer, porque não consigo relaxar de verdade, pois tenho uma agenda não cumprida ainda. E assim, fazemos uma coisa pensando na outra. E a ansiedade só aumenta, junto com a culpa. De novo, culpamos a falta de tempo", afirma Patrícia.

O que fazer para ser mais produtivo e organizado?

Para deixar de lado a sensação de que "fez tudo, mas não fez nada" ou aquele desespero de que "tudo é pra ontem" é necessário colocar foco em atividades que geram resultado e não na quantidade de tarefas. Quando tudo parece ser urgente, afirma Patrícia, é necessário parar, respirar e reavaliar o todo. "Tenho uma sugestão bastante simples, que eu faço todas as vezes que me perco na agenda. Você para tudo que está fazendo, toma uma água, caminha - alguns passos na sua sala mesmo, só pra relaxar - e se pergunta 'qual a real importância e/ou urgência dessa tarefa dentro do meu objetivo macro?'. A resposta vai fazer toda a diferença para você decidir se continua investindo energia naquela tarefa, naquele momento", sugere a coach.
Dicas prática de organização - Por Patrícia Lopes
1) Encontre um método de organização que faça sentido para o seu perfil. Tem gente que anota tudo em um caderno, tem gente que prefere agenda no celular ou no computador. Alguns preferem colocar tudo em post-its. Você pode dividir tudo por dias da semana ou até por horário exato para cada tarefa. Depende muito da sua rotina, do seu tipo de trabalho e do quanto você consegue ou não cumprir horários exatos.
2) Descubra quando você funciona melhor: qual o seu horário mais produtivo? Quando você se sente mais e menos cansado? Assim você deixa as tarefas mais complexas para fazer quando estiver menos cansado.
3) Faça pequenas pausas, respeite seu ritmo: em alguns momentos do dia, o cérebro e o corpo pedem uma parada. Seja para um café, um alongamento, uma distração na internet, não importa. Descobrir e respeitar seu organismo pode te dar mais energia para os momentos de mais necessidade.
4) Organize o dia seguinte. Se possível, organize toda a semana no domingo à noite. Claro que vão surgir muitas outras atividades ao longo da semana, mas se você sabe quais são as reais prioridades da semana, você vai saber lidar melhor com as tarefas não previstas.
Planner semanal gratuito para download

Bom, agora que você já conhece as dicas para se tornar uma pessoa organizada e produtiva, o Blog da Hida vai te dar "uma forcinha": clique AQUI para baixar um planner semanal gratuito e deixar a sua rotina em ordem. O arquivo está disponível nas versões PDF e JPG. Quer saber se  vale a pena usar o planner? Se liga em mais uma dica da coach em carreira Patrícia Lopes: "planejamento diário é o que vai permitir que você alcance seus objetivos, independentemente do que sejam eles. Se você não planejar seu dia, sua semana, seu mês, sua vida, você será atropelado por eles. Vai se sentir sempre como se estivesse devendo algo a alguém. Vai se sentir cada vez mais ansioso e insatisfeito".

Com exceção das artes para download disponíveis no link do Google Drive e imagem do planner gratuito criado pelo Blog da Hida, as fotos desse texto são do site Kaboompics.
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Caminho da coragem


Quem me conhece sabe que gosto de uma aventura. Mas se eu soubesse antes tudo que teria que passar pra fazer aquela trilha, nunca aceitaria sair do conforto do hotel naquele dia. E teria perdido um dos melhores momentos das minhas férias...

Eram nove da manhã e tínhamos pela frente 40 quilômetros de estrada até a Cachoeira dos Dragões, em Pirenópolis, Goiás. Os 25 km iniciais foram tranquilos no asfalto, mas os outros 15 km foram alternados em uma estrada de terra ora ruim, ora péssima. Era comum ver no trajeto placas dizendo: “Persista!”, “Você já está chegando!”.

Até que finalmente chegamos à propriedade que pertence a um Mosteiro Budista. Uma senhora veio nos dar as instruções da trilha de 4,5 km com oito cachoeiras. Entre as orientações, a que mais me chamou a atenção foi sobre os cuidados com as cobras que viviam em abundância no local. Oi???? Eu sei que vou para o meio do mato, que lá tem a possibilidade de encontrar cobras (que graças a Deus nunca encontrei), mas ninguém tinha me falado dessa facilidade de ver esse bicho na área.

Pela primeira vez, me peguei ouvindo alguns alertas como “se ela estiver passando pela trilha, pare um pouco e deixe ir embora... se ela estiver enrolada é que vai dar o bote em algum animalzinho. Pare e vá dando passos lentos para trás”. A naturalidade da senhora em tratar do assunto era proporcional ao medo que ia crescendo dentro de mim. Nunca me interessei em saber qual cobra é a mais venenosa e o que fazer se encontrasse uma porque se depender de mim, isso nunca vai acontecer.

Pois eu estava ali, prestes a encarar uma trilha cercada dos meus maiores medos. Tão distante da civilização que era impossível desistir. Não sabia se era melhor seguir na frente ou atrás do meu marido. A todo instante eu antecipava aquele encontro que poderia acontecer a qualquer momento. O medo me paralisou, me fez implorar para voltarmos pro carro e irmos pra piscina do hotel. Mas meu marido bateu o pé e eu não tive outra escolha senão começar a rezar baixinho pedindo proteção e olhar atentamente para a minha volta, pro presente, pro agora.

Cada cachoeira tem um nome relacionado com a mitologia dos dragões e traz histórias sobre a capacidade de transformação que cada um pode ter ao passar pelas dificuldades impostas pela vida. Dentro do treinamento Zen, seria como o peixe que entra no rio e, ao passar por cachoeiras, vai evoluindo, crescendo até se transformar num dragão.

A cada 500 metros de trilha, tinha uma cachoeira, linda! Parávamos para nos banhar, tirar fotos e admirar. Mesmo distraída com tanta energia boa, às vezes, me pegava pensando: só faltam cinco, só faltam quatro cachoeiras. Era o medo das cobras tentando atrapalhar meu presente, minha contemplação.

A terceira cachoeira me surpreendeu: a Pérola do Dragão é uma queda d´água em um pequeno poço que mais parecia uma banheira. Me esbaldei naquele lugar. Nadei, boiei, tirei fotos, senti uma energia incrível e sobretudo agradeci por estar ali sentindo e vivenciando aquele local abençoado.

Seguimos a trilha. O olhar atento. O susto era inevitável a cada lagartinho que se mexia no mato. Chegamos a quinta cachoeira e quando estávamos tomando sol nas pedras, um grupo de turistas veio nos perguntar se tínhamos passado pela terceira cachoeira. Eles saíram de lá porque uma cobra decidiu tomar sol nas pedras bem ao lado do grupo. Não preciso nem dizer que o fato me deixou ainda mais em alerta e acabou de vez com minha tranquilidade. Eu pensava a todo instante: podia ter sido eu!

Passamos por outras cachoeiras lindíssimas e comecei a refletir em como o medo nos domina na vida. É claro que esse sentimento nos ajuda a ficarmos vivos, mas temos que dar limites a ele. E exatamente em um templo de meditação budista eu estava tendo uma aula com a natureza. Temos que estar atentos a nossa ação, o tempo todo. Mas não podemos deixar a nossa mente nos paralisar diante dos medos e dos percalços da vida.

Entrei em todas as cachoeiras. A última é um troféu. Um poço que mais parece um ofurô no alto da montanha em uma das paisagens mais fantásticas da minha vida. Ali, relaxei por alguns instantes. Tinha mais um quilometro de caminhada para encerrar a trilha e na minha cabeça o mal poderia aparecer exatamente nesse momento de distração. Eu tinha certeza que ainda ia encontrar uma cobrinha amiga pela frente.

Fiz o trajeto rezando e observando até passar a porteira final da trilha. A partir dali, comecei a agradecer. Não perdi meu medo de cobras, longe disso. Mas aprendi que temos que enfrentar o que nos assusta, paralisa. O medo não pode ser a pedra que te impede de seguir no trajeto que você traçou pra sua vida. Você tem que transformá-lo em um aliado que te permite estar sempre atento.

Fui embora me sentindo mais corajosa e com uma felicidade sem fim de ter conhecido dois lugares lindos naquele dia: o complexo de cachoeiras e mais um pouquinho do meu eu interior.
A ilustração deste texto foi criada por Jânio Garcia - ilustrador 2D e professor de Arte Digital da Pandora Escola de Arte - e pelo aluno do curso de Ilustração de Mercado e ilustrador 2D, Danilo Freitas. Para conhecer a escola Pandora, clique AQUI. Já o portfólio do Jânio Garcia pode ser visto AQUI e o portfólio do Danilo Freitas está disponível NESTE link.
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Resenha: Razão VS Emoção [Guilherme Bandeira]


Conheci o trabalho do cartunista e ilustrador Guilherme Bandeira no ano passado. Eu estava "navegando" pelo Instagram quando, "do nada", vi uma tirinha narrando as aventuras do coração e do cérebro, personagens centrais do livro Razão VS Emoção. Gostei tanto do humor e cores fortes presentes nas tirinhas, que pensei "preciso visitar o perfil deste cara". Aí fui para o feed @guilherme_bandeira e dei de cara com diversas tirinhas divertidas mostrando os embates da razão com a emoção e outras situações engraçadas do cotidiano "contadas" por diferentes objetos. Depois disso, não deu outra: passei a "bater cartão" no perfil do cartunista. 


Após acompanhar o Instagram do ilustrador, descobri que Bandeira tem loja virtual onde vende livros e itens como caneca e caderneta. Comprei o livro Razão VS Emoção e posso dizer que o investimento (R$ 45) valeu a pena.

Nas tirinhas de Razão VS Emoção o cérebro é muito centrado e sempre é curto e grosso com o coração para evitar que o amigo faça bobagens. Mas o coração é muito teimoso e às vezes derrapa "nos rolê da vida". O resultado disso é desilusão, alegria, amor, amizade e carinho. 

Perspicaz, o cartunista Guilherme Bandeira usa as divergências existentes entre coração e cérebro para transmitir mensagens divertidas e com bastante reflexão. Afinal, todos nós sabemos o quanto é complicado equilibrar razão e emoção.

O livro tem tirinhas inéditas e também reúne aquelas que já foram publicadas no Instagram. Eu li em um dia e dei bastante risada conforme virava as páginas. É do tipo de livro que vale a pena ter na estante e também compensa comprar para dar de presente para aquele amigo que gosta de projetos visuais e divertidos.

SERVIÇO
Livro: Razão VS Emoção
Autor: Guilherme Bandeira
Valor: R$ 45
Onde comprar: aqui
Sinopse: Este é o quarto livro da série. Nele, razão e emoção se veem rodeados de personagens secundários – esperança, tristeza, tpm, realidade, paixão, decepção, entre outros – com os quais são obrigados a lidar. Este livro ilustra a fase mais atual da premiada webcomic: Coração e Cérebro já se conhecem e fucionam juntos, mas o que acontece quando entram em contato com todos esses outros elementos?



Cérebro "estressadinho" com o coração / Foto: Hidaiana Rosa
Coração sendo "good vibes" / Foto: Hidaiana Rosa
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Como fazer trufa de açaí


Oi, pessoal! A Páscoa está chegando e por isso quero compartilhar com vocês uma receita prática e especial para a data: trufa de açaí. Eu aprendi o preparo durante uma oficina gastronômica promovida pela Native berries - marca especializada em açaí - em parceria  com o Oba Hortifruti e com as nutricionistas da Nutri na Colher, que atuam em Campinas com uma proposta muito bacana de cardápio personalizado. Aliás, no final deste post tem depoimentos das representantes da Native berries e da Nutri na Colher falando um pouco sobre as respectivas marcas. Também coloquei uma foto dos amigos que participaram comigo desta oficina.

A receita é acessível e dá pra fazer até mesmo no dia a dia, como sobremesa. Espero que vocês gostem. 


"A marca começou com foco no açaí puríssimo. É uma marca orgânica. O grande diferencial da Native Berries é que não usamos xarope, corante e aroma artificial na formulação. A gente realmente quer trabalhar o benefício nutricional da fruta, que é a grande quantidade de antioxidantes. O açaí é uma fruta riquíssima em antioxidantes e bastante quantidade de ômegas, que são as gorduras boas. Na região sudeste a gente conhece o açaí cheio de coisas. Por isso, o nosso diferencial é trazer ele puro, mostrando o benefício nutricional dele, que é a fruta que todo mundo pode consumir." [NATHALIA MELO  da Native berries]
"A gente entrou em Campinas há 4 anos, com um novo conceito de nutrição. A ideia é ter um conceito de nutrição personalizada e desde o começo a gente segue isso. Trabalhamos desde a parte do atendimento nutricional e programas de refeições personalizadas. Pra gente cada cliente é um cliente. Sabemos o que cada um gosta. Temos também uma linha de pronta entrega, com alguns produtos. Também temos um espaço que concentramos loja, consultório e cozinha para oficinas e cursos." [BIA ZINI - Nutricionista da Nutri na Colher]
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A primeira vez


A gente passa a vida vivendo um monte de situações pela primeira vez. Há quem odeie esse frio na barriga, esse medo de não dar certo ou a simples constatação de que nada está em nossas mãos, principalmente quando é algo desconhecido.

Nestas férias fui viajar com minha mãe para Brasília. Logo com ela que jurava que nunca iria entrar num avião... Pois entrou. E me senti tão honrada em fazer parte dessa primeira vez dela... uma senhora de 65 anos que mora em uma cidade no interior do Rio de Janeiro e tem um cotidiano pacato e sob controle teve a coragem de se aventurar em algo que nunca tinha feito antes.

Quando a gente cresce e pensa em primeira vez, logo lembra dos filhos. Quer estar presente nos primeiros passos, primeiras palavras, no primeiro tombo. Aí, logo nos vem a mente as nossas primeiras vezes: o primeiro beijo, o primeiro dia na escola, o primeiro namorado, o primeiro emprego, salário, viagem... Mas nunca imaginei que estaria compartilhando com minha mãe uma primeira vez tão bonita.

Pode parecer simples, e é. Mas ver sua mãe enfrentando os medos, rindo de nervoso e você ser a base pra ela ficar tranquila naquele momento, ahhh! não tem nada que pague isso... Quantas vezes, ela me pegou no colo quando minha primeira, segunda ou terceira vez não deram muito certo na vida.

E o que mais me chamou a atenção de toda essa história é que não há idade pra conhecer o novo. Pra se jogar no mundo e pra perceber que a gente não tem controle de nada nessa vida. Só escolhe se quer ficar parado ou experimentar o que vem de bom.
A ilustração deste texto foi criada por Jânio Garcia - ilustrador 2D e professor de Arte Digital da Pandora Escola de Arte - e pelo aluno do curso de Ilustração de Mercado e ilustrador 2D, Danilo Freitas. Para conhecer a escola Pandora, clique AQUI. Já o portfólio do Jânio Garcia pode ser visto AQUI e o portfólio do Danilo Freitas está disponível NESTE link.
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