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Professora ensina matemática com técnicas circenses


Para aqueles estudantes que têm mais facilidade com as disciplinas de Humanas, a matemática pode ser um “bicho de sete cabeças”. Mas foi pensando em tornar a matéria mais acessível e interessante que a professora Leila Graziela de Mendonça e Castro, que leciona na Escola Estadual Professor Djalma Octaviano, no Jardim Pauliceia, em Campinas, decidiu usar truques de mágica e técnicas circenses para atrair a atenção dos alunos durante o ensino de matemática.

A ideia de usar as técnicas do circo surgiu durante um período que passei em Portugal e pude conhecer esse método. Para implantar isso na escola eu conversei com a professora de Língua Portuguesa, Cláudia Di  Risio, e juntas criamos uma atividade interdisciplinar. Eu auxilio os alunos com as técnicas que envolvem números e ela ajuda na parte de criação dos textos. No final do semestre os alunos apresentam isso para a turma, conta a professora Leila.

O método, segundo a docente que ajuda Leila, é bem recebido pelos estudantes. Isso melhora até no aprendizado dos alunos, relata Cláudia.

A estudante Laura Baccetto, que está no 3º ano do Ensino Médio, diz que pretende cursar Engenharia Civil na graduação e recebeu muito bem a técnica de ensino das professoras da escola estadual. Foi muito legal porque pudemos receber conhecimento de um jeito divertido. Eu quero estudar engenharia e o ensino de matemática é muito importante, defende a jovem.

Da direita para a esquerda: Michael, Leila, Cláudia e Laura/ Foto: Luciano Claudino/Código 19
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Seis livros da editora Belas Letras que você precisa ler


2017 tem sido um ano maravilhoso para o Blog da Hida. Estou tendo a oportunidade de contar boas histórias como essa dos barbeiros que cortam gratuitamente cabelo de moradores de rua e também pude fidelizar muitas parcerias bacanas. Uma dessas parcerias é com a Belas Letras, editora que publica livros criativos, que conectam nós, leitores, com os assuntos que mais amamos. Meu coração bateu forte quando saiu a lista de parceiros e descobri que tinha sido selecionada.

Em abril vou receber o primeiro kit da editora e depois volto para contar essa experiência para vocês, mas enquanto isso não acontece quero explicar um pouco sobre a história da Belas Letras e apresentar os livros que já estão na minha wishlist literária. Em manifesto publicado no site da editora é possível perceber o quanto a Belas Letras valoriza a leitura de qualidade, a leitura que enobrece e traz sentido ao dia a dia do leitor. A partir daí fica fácil perceber que as obras da Belas Letras são criativas, inovadoras e recheadas de informação e serviço.

Separei seis livros da editora Belas Letras que têm capas lindas e conteúdo excelente. Anote na sua lista de "livros que preciso ler". [Clique nos títulos dos livros para ser redirecionado ao site com valores, sinopse e como comprar]

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Barbeiro corta cabelo de morador de rua de graça


Existem muitas possibilidades de ajudar quem necessita e, em alguns casos, doar um pouco de tempo pode ser um gesto generoso. Foi pensando nisso que o barbeiro Alan Melo, de 25 anos, decidiu utilizar o talento com as tesouras para aumentar a autoestima de moradores de rua em Campinas

Toda terça-feira o jovem sai da Vila União e vai ao Centro para cortar gratuitamente o cabelo de aproximadamente 60 pessoas que vivem nas ruas. O projeto é realizado em parceria com os barbeiros Matheus Pereira e Homer Lima.

No começo os moradores de rua ficaram assustados. Eles achavam que iríamos cobrar ou simplesmente raspar a cabeça deles. Mas depois eles tiveram confiança. Eles escolhem o corte e a gente faz, relata Melo ao explicar que realiza o projeto desde o ano passado e já beneficiou mais de 700 moradores de rua.

Alan Melo corta cabelo de Bruno Pereira da Silva / Foto: Luciano Claudino/Código 19

Além de cortar cabelo, o barbeiro conta que a atividade ajuda no desenvolvimento social. Conversamos com eles e eles relatam os sonhos, as saudades e como é difícil viver nas ruas. Para nós tudo isso é muito gratificante porque aprendemos muito com eles, afirma o barbeiro.

Há 10 anos vivendo nas ruas, Silvio da Silva Júnior, 28, diz que gosta do projeto criado por Melo. É uma oportunidade muito importante para nós. Não temos condições de pagar e isso nos ajuda, esclarece.

Eu já cortei bastante o meu cabelo com eles. É legal porque tem a troca de ideias. É divertido, conta Bruno Pereira da Silva, 32, que mora na rua há 15 anos.

Na avaliação da psicóloga Crislaine Lacerda, gestos de voluntariado instigam o olhar para o próximo. Desenvolver uma atividade voluntária faz bem para quem produz e para quem recebe. É uma troca do bem. Doar o tempo é o desenvolvimento constante de enxergar o outro como eu me enxergo. Numa sociedade que vive cada vez mais com pressa, isso é fundamental, explica a especialista.

De acordo com balanço da prefeitura, Campinas tem 623 pessoas que vivem em situação de rua.
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Arte que compartilha fofura


Cansada da rotina desgastante e estressante do cotidiano, a ilustradora e designer Melissa Westphal, de 25 anos, decidiu utilizar o seu trabalho no universo artístico para criar peças inspiradoras e que transmitem mensagens de bondade. Foi assim que em 2011 surgiu o Manifesto Cuticuti, projeto que compartilha felicidade e criatividade por intermédio de lambe-lambe, adesivo, capa para celular, muros e peças de roupas.

"O manifesto surge para levar um pouco mais de cuti-cutice e felicidade para o cotidiano das pessoas, seja no lambe-lambe que elas encontram na rua, no produto ilustrado que elas adquirem ou em alguma publicação nas redes sociais", explica Melissa ao falar sobre o projeto Cuticuti.

Ainda segundo a jovem, o manifesto é uma forma de externar sentimentos bons, não só para para as pessoas que estão ao redor, mas também para a própria ilustradora. "Por que não incentivar os sonhos das pessoas? Por que não espalhar pequenas doses de fofura em um mundo que vive uma rotina desgastante e estressante?", questiona a designer ao defender o propósito do Manifesto Cuticuti.


Atualmente, entre as peças ilustradas por Melissa constam objetos como adesivos, camisetas, muros e capa para celular. "Eu gosto bastante do design de produto e criar objetos criativos que qualquer um possa adquirir, independentemente da situação financeira. Adoro produzir peças de arte como telas e quadros, mas são produtos caros e que nem todo mundo pode adquirir, por esse motivo comecei a fazer pequenos testes com produtos mais baratos e efêmeros, onde qualquer um que goste do manifesto possa se identificar e adquirir o objeto. Já tive a oportunidade de produzir adesivos, bottons, porta-copos, prints, imãs, camisetas, almofadas, cases de celular, mousepads, quebra-cabeças e outros", relata a ilustradora que diz encontrar inspiração em viagens e no contato com outros artistas.


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Editora Lote 42 lança 'Fachadas' e 'Mó Apocalipse'



O The MIX Bazar, localizado no bairro Cambuí, em Campinas, recebe, no dia 23 de março das 18h às 22h, o quadrinista gaúcho Rafael Sica para o lançamento do seu livro de desenhos Fachadas e recebe, também, Cecilia Arbolave editora da Lote 42 com a nova edição do zine Mó, que desta vez aborda o tema apocalipse com ilustrações do Jaca. Haverá um bate papo com o autor e a editora sobre o processo de criação, design e ilustração dos livros.

Fachadas

Sem texto e com traço detalhista, os desenhos de Fachadas apresentam diferentes cenas em que frentes de imóveis de uma cidade indefinida são as personagens. É praxe da editora Lote 42 explorar o potencial narrativo das suas publicações por meio do projeto gráfico. No caso de Fachadas, o formato escolhido é o de uma sanfona que, ao se abrir, revela o exterior das casas lado a lado, como se fossem parte de uma mesma rua. O tamanho do livro é de 10 x 15 cm, respeitando a escala original dos desenhos.

"Fachadas é uma série sobre uma cidade que existe. Ou, então, é uma série sobre uma pequena cidade dentro de uma grande cidade. Ou é uma série sobres as casas de uma rua mal iluminada. Ou, enfim, Fachadas é uma série sobre uma cidade imaginária", afirma Sica.

As capas também acrescentam uma camada de sentido à obra. Existem oito opções diferentes, combinando a cor do papelão (laranja, verde, roxo ou preto) e a tinta da impressão em serigrafia (roxa, branca ou preta) realizada pelo Estúdio Invertido, de Curitiba. São, portanto, oito fachadas diferentes. "Apenas a frente do papelão é colorida, o que pode ser entendido como uma metáfora daquele cuidado que muitas pessoas têm em preservar mais a fachada do que o interior da casa", diz Cecilia Arbolave, editora da Lote 42.

Mó Apocalipse

Mó é um zine trimestral (sem compromisso), que aborda sempre um tema específico com textos de autores clássicos, pensadores e personalidades históricas. Em comum, o fato de todos estarem mortos. A Mó Apocalipse é a sexta edição e conta com a participação de Machado de Assis, Simone de Beauvoir, Paulo Leminski, José Saramago, Friedrich Nietzsche, entre outros.

Fotos: Divulgação
As páginas da Mó Apocalipse foram ilustradas por Jaca, cujo nome de batismo é Paulo Carvalho Jr. Nascido em Porto Alegre em 1957, já ilustrou para jornais, revistas e livros, e tem uma vasta produção independente de zines, com desenhos marcados por uma certa estranheza e aparente confusão.

O projeto gráfico foi desenvolvido por Gustavo Piqueira, da Casa Rex. Cada uma das 16 páginas da publicação, no tamanho A3, traz quatro textos que podem ser destacados graças a uma microsserrilha. Uma luva preta envolve as folhas e serve de capa. Ela foi impressa em serigrafia nas oficinas gráficas da Casa Rex. Confira um vídeo da produção da publicação:



Serviço: Lançamento do livro Fachadas de Rafael Sica + Mó Apocalipse da Lote 42 + bate papo com autor e editores.
Onde: The MIX Bazar – Rua Joaquim Gomes Pinto, 9 – Cambuí – Campinas
Quando: 23 de março (quinta-feira), às 18h
Quanto: entrada gratuita
Fonte: Marcela Pacola e Fabiana Pacola Ius - The MIX Bazar
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Tem uma foto no meio do caminho


Observar a cidade é um hábito cada vez mais raro porque estamos o tempo todo conectados ao smartphone. Com a proposta de espalhar gentileza e estimular a percepção ao redor, a fotógrafa Tatiana Giustino, 42 anos, lançou o Pegue a Foto, projeto criado em 2013 para espalhar fotografias em espaços públicos de São Paulo.

Tati, como prefere ser chamada, explica que a intervenção urbana já distribuiu mais de 6 mil fotos e ocorre sempre em locais com grande circulação de pessoas. As fotos espalhadas pela cidade podem ser levadas pelos pedestres. "É um misto de curiosidade e medo. Muitas pegam sem temor, outras ficam com receio de pegar, se estou por perto perguntam se pode pegar mesmo. Geralmente eu espalho as fotos e em pouco tempo elas desaparecem", afirma a fotógrafa ao comentar sobre a reação das pessoas. 

As fotos produzidas para o projeto são de autoria da Tati, que também banca os custos de impressão e distribuição. "O objetivo do projeto é resgatar o encanto das fotografias impressas, divulgar a arte fotográfica, espalhar gentileza em forma de arte, estimular a percepção ao redor, fazendo as pessoas enxergarem a cidade de forma mais cuidadosa e menos superficial, lembrar a importância das pequenas coisas da vida e dos momentos registrados na memória e imortalizados em imagens, para que possamos levar essa filosofia para nosso dia a dia", esclarece.

Fotos: Projeto Pegue a Foto/ Divulgação
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