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Projeto distribui livros

Imagine você apressado para ir ao trabalho, passar por uma praça e encontrar um pacote transparente com livros. Ou fazer compras e ser surpreendido com o mesmo material. Diante do inesperado, fique à vontade para abrir o pacote, ler o conteúdo e deixá-lo em outro ponto da cidade para novo leitor. Esta ação, chamada Livro Livre, faz parte da programação da Semana Guilherme de Almeida, que acontece em Campinas, de 4 a 11 de julho. O evento é realizado pela Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Coordenadoria Setorial de Bibliotecas, em parceria com uma comissão formada por entidades e academias da cidade.

Os 40 pacotes, distribuídos em 40 locais públicos, terão livros de literatura adulta e infantil, HQs e também haikais, doados pelo Instituto Cultural Nipo Brasileiro de Campinas. A ideia é que a população possa absorver novos conhecimentos e repasse o material para outras pessoas. “A ação vai criar uma rede de leitura na cidade, como forma de incentivo à prática da leitura”, afirma a coordenadora Setorial de Bibliotecas, Renata Alexsandra. 

Durante a semana, a vida e obra de Guilherme de Almeida serão revisitadas em exposição, teatro, música, palestra, entre outras atividades, realizadas em vários locais da cidade, sempre com entrada gratuita.

Via Kaboompics

Guilherme de Almeida, o príncipe dos poetas

Guilherme de Almeida, poeta e ensaísta, nasceu em Campinas no dia 24 de julho de 1890, e faleceu em São Paulo, em 11 de julho de 1969. Filho do jurista e professor de Direito Estevam de Almeida, estudou nos ginásios Culto à Ciência, de Campinas, e São Bento e Nossa Senhora do Carmo, de São Paulo. Cursou a Faculdade de Direito de São Paulo, onde colou grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1912. Dedicou-se à advocacia e à imprensa em São Paulo e no Rio de Janeiro. Foi redator de O Estado de São Paulo, diretor da Folha da Manhã e da Folha da Noite, fundador do Jornal de São Paulo e redator do Diário de São Paulo.

A publicação do livro de poesias Nós (1917), iniciando sua carreira literária, e dos que se seguiram, até 1922, de inspiração romântica, colocou-o entre os maiores líricos brasileiros. Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna, fundando depois a revista Klaxon. Percorreu o Brasil, difundindo as ideias da renovação artística e literária, através de conferências e artigos, adotando a linha nacionalista do Modernismo, segundo a tese de que a poesia brasileira “deve ser de exportação e não de importação”. Os seus livros Meu e Raça (1925) exprimem essa orientação fiel à temática brasileira.

Fonte: Secretaria de Cultura de Campinas
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