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Projeto leva ensino às escolas

Nem sempre a grade curricular da escola pode atender a todos os interesses dos alunos e, em alguns casos, essa realidade faz com que os estudantes fiquem desmotivados com a rotina acadêmica. Para mudar esse cenário, um grupo formado por cinco jornalistas criou o Quero na escola, projeto que surgiu em agosto de 2015 e conecta as pessoas à educação para valorizar as instituições de ensino por intermédio da participação da comunidade. 

Grupo com 170 alunos e nove professores acompanha palestra contra o machismo / Foto: Divulgação
Estruturado em uma plataforma virtual, o Quero na escola funciona da seguinte maneira: alunos e familiares acessam a área do estudante para cadastrar uma atividade que gostariam que fosse desenvolvida na escola. Preenchido o formulário, as informações ficam armazenadas em uma base de dados esperando que um voluntário atenda o pedido dos estudantes. Quando um voluntário se manifesta, o Quero na escola habilita a comunicação entre as duas partes e agenda data e horário do evento, que ocorre na escola mencionada pelo aluno. (Saiba mais sobre o projeto no vídeo abaixo)

Segundo Cinthia Rodrigues, umas das criadoras do Quero na escola, a missão da iniciativa é "mudar a relação escola-comunidade, criar um caminho para que a sociedade também faça a sua parte, indispensável para mudar a qualidade da educação. Com esta participação das pessoas, as escolas ganham em receber mais conteúdo e em serem mais percebidas em seus problemas", diz Cinthia ao esclarecer que o projeto melhora a autoestima dos alunos e professores, que passam a perceber que podem contar com parceiros.

Até o momento, a iniciativa já beneficiou seis escolas. As unidades de ensino receberam palestras sobre direitos humanos, cerâmica, quadrinhos e oficina contra machismo. A expectativa é que o projeto tenha 100 escolas cadastradas até o final deste semestre. 

Clique aqui para conhecer o site do Quero na escola e aqui para acompanhar a iniciativa pela página do Facebook. 

Criadoras do Quero na escola: Tatiana Klix, Cinthia Rodrigues, Luciana Alvarez e Marina Costa. O projeto ainda conta com a participação de Luísa Pécora / Foto: Divulgação
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Roteiro de um dia em Sintra, Portugal

Já aviso: um dia em Sintra, é pouco. Mas se você estiver passando alguns dias em Lisboa, não pode deixar de visitar essa cidadezinha que fica só 30 km distante da capital portuguesa e tem menos de 400 mil habitantes. A história de Sintra está cheia de conquistas e reconquistas. Há vestígios de romanos, castelo mouro, palácios em estilo romântico. Ali pertinho tem o Cabo da Roca, ponto mais ocidental da Europa continental, o lugar "Onde a terra se acaba e o mar começa", segundo Luís de Camões.

Para chegar em Sintra é fácil: vá até a Estação Rossio em Lisboa e tome um "comboio" (que é como os portugueses chamam o trem), que custa 2,15 euros e leva em torno de 40 minutos. Durante a viagem não deixe de reparar nos arredores da capital portuguesa, e em como a gentrificação e a crise econômica estão afastando as pessoas da cidade e as colocando em guetos (acredito que para conhecer um lugar você deve observar todas as facetas). Chegando na Estação de Sintra, você já pode sair caminhando e começar a desfrutar da tranquilidade da cidade. Se você REALMENTE só tem um dia para visitar Sintra, terá que escolher bem o que quer conhecer.

Uma das opções para percorrer a vila são os Tuk-tuks. Mas você também pode fazer tudo a pé. / Foto: Karine Kerr.

Pode começar visitando o Palácio Nacional de Sintra. Também conhecido como Palácio da Vila, foi construído no século XV e era um dos Palácios Reais Portugueses (a família real utilizou o Palácio Nacional até o final da monarquia, em 1910). Com arquitetura orgânica, o palácio fica bem no centro da cidade e pode ser visto de longe, por causa das duas chaminés geminadas. 

Na parte da manhã, continue explorando o centro da cidade, há várias fontes, parques e igrejas que merecem uma visita. Destaque para o Miradouro do Adro da Igreja de São Martinho, de onde se tem vista para a Serra de Sintra e o Castelo da Pena, e para a Fonte da  Mourisca, construída em 1922 e exemplo da arquitetura modernista. Quando der fome, desfrute da gastronomia portuguesa e local: você terá muitas opções, desde pequenos restaurantes a cafés e casas de chá, onde poderá se deliciar com a carne de cabrito, pescados, as famosas "queijadas de Sintra", os travesseiros, tudo isso ao som do fado e acompanhado de um bom vinho, é claro.

Chegando em Sintra é natural olhar ao redor e ver, no topo de um dos picos mais altos da serra, o Castelo dos Mouros. Construído entre os séculos XVIII e IX, chama a atenção por sua arquitetura, com grandes muralhas. Você pode subir até o Castelo caminhando, se já quiser aproveitar para conhecer mais da cidade e tiver um bom preparo físico, ou utilizar o transporte público. Lá você encontra, além da própria muralha, ruínas de cisternas, fornos, etc, e tem a vista privilegiada que fez os mouros escolherem o lugar para construir sua fortaleza (segundo alguns, já os visigodos utilizavam esse ponto como observatório). Do Castelo dos Mouros, uma rápida caminhada (800m) leva ao Palácio Nacional da Pena, construído pelo Rei D. Fernando II no séc. XIX. Exemplo clássico do Romantismo arquitetônico, está construído no topo de uma rocha escarpada, e chama atenção pela beleza das formas e cores. Junto com o Palácio foi construído o Parque da Pena, uma área verde de 200 hectares e mais de 500 espécies de plantas do mundo todo.

O Castelo dos Mouros, visto do Adro da Igreja de São Martinho. Num dos picos mais altos da Serra de Sintra se destaca a construção do séc. XVIII. / Foto: Karine Kerr.

Só esses dois castelos já vão deixar você bem cansado, mas se ainda tiver tempo eu recomendo uma visita à Quinta da Regaleira. Quando passei por Sintra não tive muito tempo, não tinha muitas informações sobre a cidade e acabei passando só uma tarde por lá, então tive que selecionar mesmo o que ía conhecer. Escolhi a Quinta por ser o local mais próximo do centro, o mais barato para entrar e ter uma grande área com diversas opções arquitetônicas para visitar.

Sua história data do séc. XVII, mas a área de 4 hectares foi remodelada e adquiriu a cara que tem hoje a partir de 1892, quando foi comprada pelo milionário Dr. Augusto Carvalho de Monteiro. A incrível área verde inclui, além de um palacete com influências góticas, grutas, lagos, um aquário, estufa de plantas, torres, uma delas invertida, jardins e construções enigmáticas, carregados de simbologia.

Alquimia, egiptologia, alusões ao Inferno de Dante, Maçonaria, com um olhar preparado é possível identificar símbolos por todos os lados. É impossível descrever o misticismo do lugar, principalmente se você o visitar no final do inverno, como foi o meu caso, e a neblina estiver tomando conta do pé da serra onde se encontra a Quinta. É um lugar para se passar uma tarde inteira, como que transportado a um outro tempo em que tudo andava mais devagar.

Quinta da Regaleira, mostrando o Palacete e a torre da Capela. / Foto: Karine Kerr.
Essas são só algumas opções de passeios nessa cidade vila linda, que não quer ser elevada a condição de cidade e prefere ficar sendo a Vila de Sintra. É um destino bem comum para os que estão visitando Lisboa, tirar um dia e ir até Sintra, mas acredito que dois/três dias seria o ideal para se conhecer tudo, visitar o Cabo da Roca e as praias incríveis, algumas escarpadas, outras de areia, inclusive uma naturista!

Para saber valores e horários dos trens em Portugal, clique AQUI. Para informações sobre os parques e palácio de Sintra, horários de visitação e valores dos ingressos, clique AQUI. Sobre a Vila de Sintra, clique AQUI. E para mais fotos de Sintra, acesse meu Flickr clicando AQUI.

E vocês, conhecem Portugal? Já visitaram Sintra? Que outros lugares de Portugal vocês recomendam? Deixem aqui nos comentários!
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Confúcio - As lições do mestre


No início deste ano, tive a grata surpresa de ser selecionada como um dos blogueiros parceiros da Geração Editorial (falei sobre isso AQUI no Blog da Hida). O post de hoje é sobre o primeiro livro que recebi por intermédio dessa parceria. 

Para fazer a primeira resenha da parceria com a Geração Editorial, escolhi o livro Confúcio - As lições do mestre. Durante a faculdade de Jornalismo, tive um professor que apresentou um pouco sobre a história do Confucionismo para a turma e fiquei interessada quando soube que esse era o tema de um dos lançamentos da Geração Editorial. Atualmente, o Confucionismo é uma religião praticada por 5 milhões de pessoas, sendo que a maioria dos seguidores está situada na Ásia.

O livro reúne ensinamentos de Confúcio, considerado um nome importante para a filosofia e para a religião do Confucionismo. Um dos grandes ensinamentos dele era que a sobrevivência da população estava relacionada com o exercício correto de uma cultura racional, da prática de uma moral eficaz em inibir o mal e incentivar a bondade. No decorrer da obra, que foi traduzida diretamente do chinês pelo sinólogo (pessoa que estuda a civilização chinesa) André Bueno, o leitor tem acesso aos ensinamentos do filósofo por intermédio de diálogos.

O livro tem 96 páginas, tornando a leitura rápida. O acabamento é em brochura e gostei muito disso porque deixou o manuseio mais prático. Outro ponto forte do livro é que a capa parece de madeira, mas na verdade não é. Aliás, a capa desse livro é muito bonita. As ilustrações internas do livro também merecem destaque: feitas em preto e branco, permitem que o leitor visualize as principais cenas dos ensinamentos. Recomendo a leitura. 
LIVRO: Confúcio - As lições do mestre
TAMANHO: 96 páginas
EDITORA: Geração Editorial
VALOR: R$ 21,90

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