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Tropa do batom

Campinas, quinta-feira, 27 de agosto de 2015. A data tinha tudo para ser comum, mas a maior cidade do interior paulista registrava um fato inédito no seu setor de Segurança Pública: ter o primeiro batalhão da PM (Polícia Militar) sob um comando feminino. Às 20h04, a tenente-coronel Carla Basson Niglia, 43 anos, participava da cerimônia que a oficializou na chefia do 35º BPMI (Batalhão de Polícia Militar do Interior), divisão que conta com efetivo de 600 policiais e atende, além de bairros de Campinas, os municípios de Valinhos e Vinhedo.

Em entrevista, Carla disse que o caminho até a cadeira de comandante do 35º BPMI não foi missão simples. “Do mesmo jeito que um jovem precisa provar competência quando chega em uma empresa com pessoas mais velhas, por exemplo, eu precisei provar o meu desempenho por ser mulher. Sempre tem uma resistência, mas conquistei respeito”, afirma a tenente-coronel.
Cabo Elaine Rossi do Baep/ Foto: Denny Cesare/Código 19

E a força feminina na Segurança Pública de Campinas tem outros exemplos de destaque. A cabo Elaine Rossi, 31 anos, é a única mulher entre os 400 homens que atuam na área operacional (patrulhamento) do 1º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), a tropa de elite da PM. Após cinco anos servindo na Força Tática do 35º BMPI, a policial realizou testes e conseguiu ingressar no Baep em 2014. E se engana quem pensa que Elaine é poupada por ser mulher. “Atuo em ocorrências de explosivos, roubos à bancos, perseguições de suspeitos, patrulhamento de praças esportivas e tudo mais que os homens da tropa costumam fazer. Não tem essa de TPM (tensão pré-menstrual) ou ‘hoje não posso trabalhar’. Todo dia é dia e estou sempre à disposição do comandante para qualquer ocorrência que surgir”, afirma a policial, que nas horas vagas se dedica aos estudos do curso superior de Educação Física. “Para mim, estar no Baep é orgulho porque foi conquista minha. Precisei enfrentar machismo, dificuldades e superar os meus limites. Quero seguir o exemplo da coronel Carla e um dia assumir um batalhão”, confessa a cabo.

Parafraseando o filme “Tropa de Elite”, não é apenas na PM que “missão dada é missão cumprida”. Na GM (Guarda Municipal) a “mulherada” também não brinca em serviço. Integrante da corporação de Campinas há 17 anos, Ana Paula Menezes Rojo, 48, conta com orgulho o fato de coordenar os 400 guardas que trabalham no setor operacional. “Conquistei o respeito de todos. Sou feminina, mas sem perder a firmeza e a postura”, relata Ana Paula.

Ao lado dela trabalha a GM Ellen Barbosa, 39 anos, que também sabe da relevância do trabalho feminino na segurança. “É uma rotina árdua, mas é bacana ver que conquistamos a consideração das pessoas”, diz Ellen.

Ellen Baborsa, GM em Campinas / Foto: Denny Cesare/ Código 19

A “tropa do batom” de Campinas vai mais além e conta também com mulheres que não aparecem nas ruas, mas realizam atividades administrativas importantes para as corporações. Um exemplo desses casos é a cabo Veridiana Alberto, do Baep, que viabilizou as entrevistas desta reportagem.

A superintendente da GM, Ana Paula Rojo / Foto: Denny Cesare/ Código 19



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Pulseirismo: menos não é mais

Quem aí já ouviu aquele conselho que diz “menos é mais”? É, mas no mundo dos acessórios toda regra tem exceção e o pulseirismo é uma delas. Pulseirismo nada mais é que um mix de diferentes pulseiras. Para usar essa tendência é só misturar materiais e cores e deixar o visual mais alegre.

Se você quiser uma combinação mais rock, é só abusar das pulseiras pretas com caveiras e símbolos musicais. Para um look mais chique invista nas cores pratas, douradas e pulseiras que possuem pedras. E se o seu visual for mais básico, vale aproveitar as cores e os variados tamanhos de pulseiras.

Além de fazer um mix com as próprias pulseirinhas, você pode incluir um relógio ou lencinhos e deixar tudo mais delicado e versátil.

Separei algumas inspirações no Pinterest para você ter ideia de como inserir as pulseiras no dia a dia. E aí, o que achou das dicas? Tem pulseiras? Como você faz combinações? Conte tudo nos comentários.



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4 dicas para ser uma pessoa criativa

Criatividade é a capacidade que uma pessoa tem de criar coisas novas, enxergar a partir de um outro ângulo. Mas como ser uma pessoa criativa? Não existe uma fórmula mágica para fazer coisas legais e diferentes, mas posso garantir que a criatividade é uma característica que pode ser adquirida com empenho e dedicação. Pensando nisso, hoje vou falar sobre quatro passos para desenvolver esse dom.

As dicas que listo abaixo foram dadas por um professor que tive durante a faculdade de Jornalismo. Anotei todos os passos em um caderno e hoje transcrevo aqui para você. Comigo elas funcionaram porque passei a ver o cotidiano com olhos atentos e isso me deu mais sensibilidade.

LEMBRE-SE SEMPRE: Criatividade nada mais é que solucionar problemas. Quando você enxerga uma necessidade e consegue resolver isso de uma maneira atrativa, diferente e interessante, você é uma pessoa criativa.

Confira as dicas:

Registre tudo: tenha um caderninho para registrar suas observações sobre o cotidiano. Registre tudo. Suas ideias mostram a sua evolução.

Faça coisas diferentes: quando se está engessado é importante buscar coisas novas. Conheça pessoas diferentes, descubra novas experiências. Isso será importante para ampliar a sua visão sobre a vida.

Identifique o problema: treinar o olhar é identificar o que os outros não enxergam.

Solucione um problema: perceba problemas que você pode resolver. Não adianta de nada notar que existe fome no mundo se você não pode fazer nada para mudar isso. O ideal é mudar as coisas dentro da sua comunidade e ampliar as atividades que façam um mundo melhor.






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Decolando para o futuro

O sorriso estampado no rosto e as mãos trêmulas não escondiam o nervosismo. Pela primeira vez, meninos e meninas moradores da região do Itatinga, em Campinas, viajariam de avião. Quando a aeronave partiu do Aeroporto Internacional de Viracopos com destino à Brasília, a emoção tomou conta dos jovens. “Eu chorei quando decolou. Agora tenho certeza que vale a pena acreditar nos sonhos”, conta a estudante Amanda Piva, 16 anos, que integra o grupo dos 17 jovens beneficiados pelo passeio.

Idealizado e organizado pela educadora Neusa Silva, de 64 anos, o projeto “Meu Primeiro Voo Cultural” surgiu em 2000 com a proposta de levar educação, cidadania e esperança para crianças carentes. Os jovens que conheceram Brasília são educandos do Cepromm (Centro de Promoção para um Mundo Melhor), entidade criada para atender filhos de mulheres envolvidas com prostituição ou adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

Para sair do papel, o “Meu Primeiro Voo Cultural” contou com o apoio financeiro da Samsung, fábrica de produtos eletrônicos situada em Campinas que patrocinou o passeio dos jovens.

Além de garantir a viabilidade da viagem, a empresa campineira oferecerá vagas de trabalho aos estudantes atendidos pelo Cepromm por intermédio de um programa voltado para menores aprendizes. O objetivo da proposta é fazer com que o primeiro voo dos alunos não fique apenas em uma viagem de avião, mas seja passagem garantida para que os adolescentes decolem para o futuro. “Oferecer o passeio e a oportunidade de emprego é mostrar para eles que a educação abre portas. Sabemos que muitos desses jovens sofrem preconceito e por isso queremos mostrar que eles são capazes de criar um bom futuro e escrever a própria história”, relata a assistente social da Samsung, Priscilla Shibata, ao explicar sobre a transformação social que o projeto fornece aos beneficiados.


Para conquistar a viagem e ingressar no programa de emprego da empresa, os jovens precisam “suar a camisa” e mostrar qualidade nas atividades desenvolvidas em sala de aula. “É cobrado que eles tenham frequência na escola e no Cepromm, obtenham boas notas nas tarefas e demonstrem interesse nas atividades de ensino”, enumera a coordenadora do Cepromm, Fabiana de Angele Ferreira.

A estudante Maria Eduarda Sousa participou do projeto/ Foto: Thomaz Marostegan

Sonho vira realidade

A escolha de Brasília como destino da viagem não foi por acaso. A proposta dos realizadores foi unir educação e lazer no mesmo lugar e mostrar aos jovens o quanto é importante conhecer sobre a história do próprio país. Em um dia, eles visitaram locais como Câmara dos Deputados, Memorial JK (Juscelino Kubitschek), Palácio da Alvorada e a Catedral de Brasília.

“Eles foram em lugares que antes eles só viam pela televisão e isso mexe com a emoção deles. Optamos por Brasília porque é onde se define os rumos do Brasil. Na viagem eles aprenderam sobre leis, conheceram museus e entenderam como se comportar em público”, revela Neusa Silva sobre os benefícios da programação cultural.

Uma das beneficiadas pela viagem, a estudante Maria Eduarda Sousa Santos, 16 anos, faz questão de contar como o passeio mexeu com as expectativas que ela tem para o futuro. “Eu gosto de aprender e fiquei feliz que os meus estudos me proporcionassem essa oportunidade. Eu quero conhecer muitas coisas no futuro e experiências como essa fazem os sonhos ficarem mais reais e possíveis”, relata a jovem.

E Maria Eduarda possui um exemplo próximo para acreditar que a participação no “Meu Primeiro Voo Cultural” vai abrir oportunidades: o irmão dela, Lucas Sousa Santos, 18, participou do projeto há dois anos e conquistou sucesso na vida profissional e pessoal. “Eu também viajei e depois consegui emprego na Samsung. Hoje estou em outra empresa, mas foi essa oportunidade que garantiu as conquistas que tenho hoje", relembra ele. 

Assim como os irmãos Santos, depois do “Meu Primeiro Voo Cultural” a estudante Amanda Piva acredita que vai sonhar muito alto. “O mais perto que eu cheguei de um avião foi quando ele passava no céu em cima da minha casa e eu levantava a cabeça para ver. Estar nesse projeto me fez desejar muitas coisas. Eu vou estudar porque sei que isso vai garantir que eu tenha um futuro melhor”, afirma a menina ao explicar que antes de ser atendida pelo Cepromm não tinha ânimo para ir à escola. “Eu não gostava de estudar e por isso faltava nas aulas. Ficava o dia todo na rua. Depois de ir para o Cepromm, percebi que deixar de estudar foi um erro e agora me dedico na escola e também nas atividades da entidade. Além disso, ajudo a minha mãe em casa e quero estudar para ser uma pessoa bem de vida. Quero viajar para muitos lugares. E de avião”, enfatiza Amanda.

Conheça o projeto

As pessoas que tiverem interesse em conhecer o trabalho realizado pelo Cepromm podem entrar em contato pelos telefones (19) 32250080 ou 32250014. Também é possível visitar a entidade no endereço: rua Corumbataí, 254, Jardim Itatinga. 

Aqueles que desejam detalhes sobre o projeto “Meu Primeiro Voo Cultural” devem falar com a educadora Neusa Silva pelo e-mail institutonhl@gmail.com. Contatos com a Samsung podem ser feitos com Priscilla Shibata pelo endereço
 priscilla.s@samsung.com.

Amanda Piva planeja outras viagens de avião / Foto: Thomaz Marostegan


*A convite da Samsung e do projeto Meu Primeiro Voo Cultural, viajei até Brasília para produzir esse texto. Essa reportagem foi publicada no Metro Jornal Campinas.


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