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Como usar: coturnos


O frio tem marcado presença em Campinas desde o começo deste mês. Eu não sou muito fã dos dias frios, mas eles me fazem ter liberdade para usar um dos meus sapatos favoritos: coturnos. Além de aquecer os pés, os coturnos deixam o visual com ar descolado. Esse tipo de bota é democrático e cai bem com calça, vestido, shorts e saia. Separei modelos de looks do Pinterest para inspirar você. 






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Caligrafia e poesia


No dia 18 de maio, quarta-feira, das 19h às 23h, Pedro Gabriel (@eumechamoantonio); Pedro Cordeiro (@umcartao); Lucas Brandão (@blogdolucao); Fábio Maca (@fabiomaca) e Alessandro Novello (@letrasgarrafais) estarão em Campinas na abertura da exposição Poesia & Caligrafia, que reúne dez peças de cada um destes artistas. A mostra, que segue até 18 de junho, acontece na galeria da Urban Arts, localizada na rua Emílio Ribas, 906, no Cambuí. Na festa de lançamento haverá food trucks, DJ e sorteios de uma obra autografada de cada artista.

Quem é assíduo nas redes sociais sabe que cada um dos cinco artistas tem uma história pessoal que o inspirou a desabafar por meio da escrita em guardanapos, garrafas, cartões, canecas, cadernos ou somente no meio virtual.

Eles buscaram formatos variados para se expressarem, mas todos têm em comum a poesia e a caligrafia moderna. E foi no Instagram que suas inspirações foram propagadas. Atualmente, as cinco páginas dos artistas somam milhares de seguidores e compartilhamentos. 

Pedro Cordeiro do Um Cartão / Foto: Divulgação
Sobre os artistas
Pedro Gabriel, do “Eu me Chamo Antônio”, nasceu na África, filho de mãe brasileira e pai suíço, e foi alfabetizado em francês. Quando veio para o Brasil, aos 12 anos, por causa da dificuldade na adaptação ao idioma, começou a prestar mais atenção na grafia e na sonoridade das palavras, a brincar com elas, para tentar entendê-las. Em 2012, inaugurou a página Eu me Chamo Antônio, no Instagram, para compartilhar o que rabiscava com caneta hidrográfica em guardanapos, nas noites em que batia ponto no Café Lamas, um dos bares mais tradicionais do Rio de Janeiro. 

Já o projeto “Letras Garrafais”, do artista Alessandro Novello é definido pelo próprio como poesia urbana. Ele utiliza como suporte a escrita, a caligrafia, a cidade como cenário e a fotografia. Reproduz textos e artes de própria autoria em garrafas reaproveitadas, arremata com uma flor e as deixa em locais estratégicos da cidade para quem quiser delas se apoderar. Em um ano já entregou, sem saber a quem, mais de 300 garrafas.

As letras por detrás do “Um Cartão” são de Pedro Cordeiro, um advogado carioca de 26 anos. A ideia dos cartões veio da necessidade de condensar as palavras, sem reduzir os sentimentos. Seus cartões passaram a ser compartilhados com as pessoas e com o sucesso aos poucos foram surgindo outros produtos como canecas, o Caderno de Sentimentos e as Notas de Amor.

Lucas Cândido Brandão (Lucão) é o autor do “Abra o Bico - o blog do Lucão” - que foi criado pelo publicitário goiano por causa da excessiva timidez que tinha para se comunicar. Com essa ferramenta ele começou a expor suas ideias e expressar seus sentimentos em forma de prosa e verso. Após dez anos de blog, Lucão conquistou muitos seguidores em suas redes sociais, seu Instagram, por exemplo, é seguido por mais de  200 mil pessoas.

Um calígrafo que arrisca poetizar, assim se descreve “Fábio Maca”. Ele faz da caligrafia artística sua linguagem. Junto a esta visão há uma missão de colocar mais letras na vida das pessoas. Nesse sentido, mantém um Instagram ativo com centenas de frases inspiradoras. Cria letterings para tatuagem, quadros e mantém a tradição de fazer convites de casamento.

Sobre a Urban Arts Campinas

A Urban Arts Campinas faz parte de uma rede de galerias que se tornou uma referência no mundo da arte digital e ilustração. Em 2011 abriu a primeira loja física, na Oscar Freire na cidade de São Paulo e de lá pra cá não parou mais. Hoje já são 16 lojas físicas, além do site, que não param de crescer. A rede Urban Arts tem, atualmente, mais de 1.000 artistas ativos, expondo seus trabalhos. 

Rachel e Karla Bratfisch comandam a curadoria e administração da loja campineira que, além do formato diferenciado de vernissages com atrações musicais e gastronômicas, também apresenta agenda própria de eventos, com parcerias, exposições, Design Day, Pet Lovers e outros.


Abertura da Mostra Coletiva Poesia & Caligrafia
Data: 18 de maio, quarta-feira
Horário: 19h
Local: Urban Arts Campinas
Endereço: Rua Emílio Ribas, 906 - Cambuí, Campinas/SP
A mostra segue até 18 de junho com visitação de segunda a sexta, das 10h às 19h e aos sábados das 9h30 às 17h


Texto: Claudia Corbett
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Ateliê Anacardia

Costumo dizer que os objetos feitos à mão são ricos em história e afetividade. E foi pensando em registrar os encantos e sentimentos do universo infantil que as artesãs Ana Carolina e Ana Maria criaram o Ateliê Anacardia, marca especializada em confeccionar bonecas de pano e criar decoração de quartos infantis. "Eu sempre gostei de fazer coisas artesanais e quando meu segundo filho nasceu eu comecei a fazer uns caderninhos durante minha licença maternidade. Acabei fazendo lembrancinhas de nascimentos para algumas pessoas próximas.  Um tempo depois, minha cunhada me chamou pra fazer o quartinho da filha dela.  Como sou formada em arquitetura e com a parceria da minha mãe, acabamos fazendo o quarto desde o projeto até a execução de todo enxoval. Eu fazia manualmente tudo que era em cartonagem e ela costurava, daí nasceu o ateliê, fazendo projetos para quartinhos de bebê.  Em vários quartos haviam bonecas e bonecos e eles foram ganhando cada vez mais espaço por aqui", conta Ana Carolina ao relembrar como surgiu o projeto em parceria com a mãe.

Com a proposta de resgatar boas recordações, a dupla é responsável por todo o processo de produção das bonecas, desde a escolha dos materiais que vão compor a peça até a entrega na casa do cliente. "Acreditamos  que a infância é  um lugar sagrado, onde as pessoas podem entrar em contato com sentimentos muito verdadeiros e que as vezes ficam esquecidos. Eu procuro sempre voltar à minha própria infância pra buscar sentidos e significados ao que vivo hoje. Desejamos que nossas bonecas possam proporcionar isso pra outras pessoas também", relata Ana Carolina.

 

Todas as bonecas criadas por Ana Maria e Ana Carolina possuem características distintas. "As minhas são menores e mais magrinhas, geralmente com corpo estampado e as da minha mãe são bonecas maiores e mais gordinhas. Como o rosto da boneca não tem um molde fixo, cada boneca nasce com uma identidade única. Nem eu  consigo fazer dois rostinhos exatamente iguais, e é isso que tornam as nossas bonecas diferenciadas e únicas", diz Carolina.

O nome do ateliê da dupla também carrega personalidade e muito sentimento. "Eu estava procurando um nome e descobri que existe uma família botânica que se chama anacardiaceae conhecida por suas espécies frutíferas. O nome vem de anacardium do latim ana, que é voltado para cima, e cardium, que é coração, devido ao formato de coração dos frutos como o caju e a manga.  Eu adorei a coincidência, já que eu e minha mão somos Anas (Ana Carolina e Ana Maria) e acho que o fruto do nosso trabalho vinha de uma relação afetiva com ele, vinha do coração mesmo. E além disso, me remetia a uma mangueira que havia no sítio da minha avó e era o lugar das brincadeiras de infância principalmente da minha mãe com seus oito irmãos", recorda a artesã.





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