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Caixa Cosmo - Edição #01

Quem me conhece sabe que sou apaixonada por produtos manuais, papelaria e decoração. Sempre fico vasculhando a internet atrás de uma dica ou projeto interessante. E foi nessas idas e vindas pelo mundo virtual que conheci a Caixa Cosmo, clube de assinatura que mensalmente envia de três a seis produtos com foco em design e criatividade. Os itens que formam a caixinha são escolhidos por um time de curadores e variam entre artigos literários, comida, decoração, arte, entre outros.

Fiquei encantada com a ideia de receber (de surpresa!) objetos inspiradores feitos por artesãos de todos os cantos do Brasil e embarquei na experiência. Assinei a Caixa Cosmo no plano mensal (R$ 79,90 + frete) e todos os meses vou receber uma caixinha. A primeira edição foi a de fevereiro e chegou na minha casa na segunda quinzena do mês. Os produtos vieram bem embalados e protegidos.

Além do plano mensal, é possível escolher outras duas modalidades: trimestral (você paga R$ 99 + frete a cada três meses e recebe uma caixa também a cada três meses) e o plano única caixa (R$ 109 para receber uma caixinha).

A minha primeira caixa veio com um livrinho Meio poema, meio canção; quadrinho-cartão; geleia caseira; caderno de bolsoposterecobag e um adesivo da Cosmo. Abaixo, conto detalhes sobre cada um dos itens recebidos.


Quadrinho-cartão (R$ 40): Produzido pelo Estúdio Amor, da Camilla Freitas e do Marcelo Freitas, o quadrinho-cartão é um quadro com espaço no verso para você escrever uma dedicatória especial. As imagens são impressas em papel fotográfico fosco e emolduradas em madeira natural. O Estúdio Amor é um espaço criativo com foco em handmade design. A base do trabalho é tipografia e caligrafia, com elementos de apoio em ilustração. Se fosse para comprar de maneira avulsa, esse quadrinho que recebi na Caixa Cosmo custa R$ 40. No Instagram o Estúdio Amor é @estudioamor. O site do projeto é www.estudioamor.com.br


Caderno de bolso (R$ 19): o caderno de bolso é produzido pela Chocolate Notebooks, que há oito anos começou a confeccionar cadernos artesanais. A proposta da Chocolate Notebooks é resgatar através do elemento tátil e afetivo o prazer de escrever e desenhar. Os produtos são feitos de maneira consciente, impressos manualmente, costurados e embalados um a um por pessoas que estabelecem uma troca com todo o ciclo de produção. A marca está no Instagram como @chocolatenotebooks e tem o site www.chocolatenotebooks.com. O caderno que recebi custa R$ 19.


Geleia caseira (R$ 25 a versão de 250g): Mauro e Thiago, da Mermeléia, produzem de forma artesanal algo que está cada dia mais em falta no mercado: geleias caseiras saborosas e de qualidade. Utilizando frutas brasileiras da época, em combinação com especiarias e bebidas alcoólicas, geram um diferenciado gourmet na linha de geleias que existe hoje. A dupla está no Instagram como @mermeleia e na página www.mermeleia.com.br


Meio poema, meio canção (R$ 16): é um livrinho com cerca de 40 páginas que mescla textos e ilustrações em um formato de bolso, para levar aonde quiser ou presentear alguém especial. O material é produzido pela ilustradora Aline Beuttenmuller e pela redatora Candy Ferraz. Cada livrinho custa R$ 16. Conheça o projeto no Instagram @meiopoemameiocancao e pelo site www.meiopoemameiocancao.iluria.com



Poster, ecobag e adesivo (brindes da Cosmo): Henrique Campeã, ilustrador e designer de São Paulo, foi convidado para ilustrar o poster exclusivo que vem no verso do livrinho de apresentação dos produtos mensais da caixa. Suas ilustrações partem da intuição e trazem elementos como criaturas, lugares e personagens surreais. É possível conhecer o trabalho do ilustrador no endereço www.facebook.com/henricampelandia. Além desse poster, também recebi de brinde um adesivo e uma ecobag da Cosmo. 

A minha primeira experiência com a Caixa Cosmo foi especial. Adorei conhecer o trabalho de novos artistas. O Brasil tem bastante gente de talento. Já estou ansiosa pela caixinha de março. Recomendo a assinatura!



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A arte de colecionar

Rodrigo Carvalho coleciona camisetas de times de futebol e tem 1 mil peças / Foto: Denny Césare/Código 19
É comum encontrar pessoas que possuem pelo menos um parente ou amigo que tem ou já teve coleções de papel de carta, marcadores de páginas, álbuns de figurinhas ou tazos (discos temáticos que fizeram sucesso na década de 1990). Segundo o especialista em História e Ciências Sociais Otávio Augusto Figueiredo, colecionar objetos é uma prática que marca a cultura de um povo. “O ser humano só vai atrás daquilo que o identifica. Se você analisar, os museus e as bibliotecas são coleções”, explica Figueiredo.

Fã declarado de Michael Jackson, o locutor Leandro Lopes, 33, costuma garimpar objetos relacionados à carreira do cantor e atualmente tem 400 itens sobre Michael. “Esse material do Michael que eu tenho vale R$ 8 mil. Tenho a discografia completa dos The Jackson 5; as principais revistas de quando o Michael ainda era vivo; bonecos e álbuns do músico”, cita Lopes.

E a coleção dele não para por aí. Além de correr atrás de itens do Michael, o locutor também coleciona discos de vinil. Estimado em R$ 15 mil, o acervo de Lopes conta com 2,2 mil discos, sendo que 1,2 mil são importados. “O mais legal é garimpar nos sebos e encontrar itens valiosos por apenas R$ 5. Também gosto de visitar lojas de discos em São Paulo. O mais difícil é lidar com a parte financeira porque tem vezes que os vendedores ‘viajam’ nos preços e cobram caro, mas na era da internet é possível encontrar coisas com preços bacanas”, afirma.

Leandro Lopes coleciona objetos do Michael Jackson / Foto: Eduardo Carmim/ Brasil Photo Press/Folhapress

Proprietário de uma banca de jornais e revistas, Alexsander Seixas de Souza, 45, vive em busca de bonecos de heróis como Batman e Os Vingadores. Colecionador desde 2002, Souza tem 300 bonecos que juntos valem R$ 30 mil. “Eles são importados, então os valores acompanham a cotação do dólar”, conta o empresário ao explicar qual é a dificuldade de manter a coleção. Contudo, mesmo tendo que desembolsar altos valores em algumas compras, o acervo traz experiências marcantes.  “Uma vez consegui comprar um boneco do segundo filme da saga O Senhor dos Anéis. Ele veio da Alemanha e depois descobri que ele é de uma edição limitada, que poucas pessoas têm”, comemora.

Democrático, o hábito de colecionar sai do universo cultural e invade o mundo do esporte. Observador técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Rodrigo Carvalho, 35, coleciona camisetas de times desde os 10 anos. Com 1 mil peças, Carvalho se orgulha da qualidade do material. “Todas foram usadas em campo pelos jogadores e a maioria está autografada. Não tenho noção de valor, mas posso dizer que é uma coleção rara e valiosa. O que eu mais gosto é saber que tenho peças históricas do futebol. O prazer de colecionar é ver a sua coleção aumentando”, diz.

Carvalho também conta que já fez loucuras para garantir mais um item para o ‘time das camisetas’. “Uma vez me passei por jornalista, usando máquina fotográfica e mochila, para ter acesso ao vestiário e conseguir uma camisa do Edmundo do Vasco”, confessa.

Alexsander Seixas de Souza coleciona bonecos de heróis /  Foto: Eduardo Carmim/ Brasil Photo Press/Folhapress
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