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Leitura na palma da mão


Todo apaixonado por livros sabe que conciliar a leitura com as obrigações do cotidiano não é tarefa fácil. Mas já pensou que prático (e interessante!) seria se o seu celular recebesse diariamente textos de autores renomados? 

Com o objetivo de facilitar o acesso ao universo literário, o projeto Leitura de Bolso criou a oportunidade para as pessoas lerem usando o WhatsApp. Funciona assim: o interessado visita o site do projeto e faz um cadastro usando um número de celular que tenha o aplicativo WhatsApp. A adesão ao Leitura de Bolso é simples, gratuita e segura porque o telefone do participante é mantido em sigilo.

Como geralmente as pessoas não leem porque possuem receio da grande quantidade de páginas dos livros, cada leitura do projeto tem no máximo cinco minutos de duração e, após realizar o cadastro, é só aguardar para receber um novo texto todos os dias.

Achei a iniciativa do Leitura de Bolso muito interessante e me inscrevi para conhecer o projeto. O primeiro texto que recebi foi "No varal", crônica do Mário Prata. Compartilho o material abaixo. E você, o que achou da iniciativa? Deixe a sua opinião nos comentários. Quer participar? Então clique AQUI e se inscreva. 

– Seu Mario, tá precisando de prendedor de varal, pra roupa.

Seu Mario sou eu, que nunca comprei prendedor de varal. Nem sei onde vende.

E muito menos, quanto custa.

Dei um dinheiro e pedi para ela comprar e trazer no dia seguinte.

No dia seguinte vejo a novidade no varal segurando meias, cuecas e lençóis.

E me surpreendo com a novidade.

– Mas o que que é isso?

– Os prendedor…

– Mas de plástico? Prendedor de varal de plástico, Gorete?

A Gorete não estava me entendendo. Ela não entende muita coisa que eu falo.

– Qual o problema, seu Mario?

– Isso, aí, prendedor de varal, era o que havia sobrado da minha vida, da minha infância, Gorete. Depois que acabaram com o quebravento dos carros, me restava o prendedor, mulher! De madeira! Você está entendendo? O leite não vir em vidro, tudo bem, a laranjada já vir espremida, é até legal. Mas o prendedor de plástico, não! Mil vezes não!

Rosnei e fui para a sala. Não me conformava. Voltei de novo pra lá.

– Tire esse troço daí. A casa é minha, o varal é meu, a roupa lavada é minha. Portanto, joga essa porcaria no lixo e compra de madeira. De madeira, sem pintar, hein! Sem pintar!

– Onde?

– Não me traga problemas, traga-me soluções, falei como diria o Boni, da Globo.

Ele não entendeu a extensão da coisa.

– O senhor vai me desculpar, mas só vende de plástico. Faz muito tempo que eu não vejo de madeira. Tem mais, não.

– Tem, sim senhora. Em feira, tem.

– Nossa, seu Mario! O senhor hoje tá, hein!

E eu fico aqui, olhando para os prendedores de plástico (ainda estão lá, azuis, cor-de-rosa, verde piscina, um horror) que não têm o menor charme, não têm ainda história. Um mundo de plástico.

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3 motivos para ser feliz hoje

Modelos dos cadernos produzidos pela Zoopress / Foto: Divulgação
felicidade 
fe.li.ci.da.de 
sf (lat felicitate) 1 Estado de quem é feliz. 2 Ventura. 3 Bem-estar, contentamento. 4 Bom resultado, bom êxito. F. eterna: bem-aventurança.
[Via Dicionário Michaelis]


Protagonizado pelo músico Marcelo Jeneci, o clipe acima propõe que a felicidade pode ser encontrada em momentos simples da vida como um gole de café, uma brincadeira com os amigos e o convívio com a família. Se você tivesse que registrar todos os dias três motivos para ser feliz, o que escolheria? Essa é a proposta do caderno 3 motivos para ser feliz hoje, projeto criado pelo designer Renato Alarcão, da empresa ZOOPRESS

Inspirado na psicologia positiva, o desafio sugere que o usuário escreva, diariamente e por 21 dias, 3 motivos para ser feliz. A ideia, explica Alarcão, é mudar a maneira como as pessoas enxergam o cotidiano. "Diariamente notícias sobre crimes, corrupção e catástrofes tornam mais difícil percebermos a presença do bem no mundo e em nossas vidas. O culto ao sucesso material e à vaidade, à competitividade, às trivialidades que drenam nosso tempo nas redes sociais, enfim tudo isso e muito mais tem o poder de nos tornar mais propensos aos pensamentos e sentimentos negativos. ​Logo as lentes da nossa percepção ​tornam-se turvas e só vemos as coisas pelo lado sombrio. Ao registrar os momentos felizes estamos exercitando a percepção das coisas por um outro lado. Ao invés de vermos o copo meio vazio, passamos a vê-lo como meio cheio", conta o designer.

Além do trabalho do Renato Alarcão, a ZOOPRESS conta com a designer Rosa Guimarães. Juntos, os dois criam projetos de papelaria, cartonagem, encadernação, ilustração e artes visuais. Para adquirir o caderno do projeto 3 motivos para ser feliz hoje e conhecer os demais itens elaborados pela dupla, é só visitar O SITE da ZOOPRESS. Ficou curioso para saber mais sobre o projeto da felicidade? Então clique AQUI e veja a página do desafio no Facebook.



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