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Faça amor, não faça jogo

Criador do blog The love code e autor do livro "Faça amor, não faça jogo" (Editora Gutenberg), o publicitário Ique Carvalho deu entrevista para mim e contou um pouco sobre o trabalho que produz. A entrevista foi publicada no Metro Jornal Campinas e reproduzo aqui no blog. Aguardo opinião nos comentários. Quem aí já leu o livro do Ique?

O livro “Faça amor, não faça jogo” surgiu após o sucesso do seu blog. Sobre o que era a sua página virtual?
Eu criei o blog em 2010 e na época eu era solteiro. Então a página falava do meu fracasso com as mulheres. Eu postava sobre as minhas tentativas de relacionamento que não davam certo porque as pessoas sempre fazem jogos com a gente. E quando eu pensava que os relacionamentos iriam dar alguma coisa, acabavam não virando nada. As pessoas começaram a ler os textos e se identificaram com os casos que eu contava. O blog tinha seguidores, mas ainda não era um sucesso. No fim, comecei a namorar e parei com a página porque já não saía mais em busca de relacionamentos. Foi então que o blog ficou sem novos textos por um ano.

Mas depois você decidiu retomar o blog, certo? Como ele ganhou fama?
Depois que eu comecei a namorar, passou um certo tempo e descobri que meu pai tinha uma doença muito grave. Na mesma semana que descobri a doença, a minha namorada terminou comigo e eu fiquei muito triste. Foi aí que voltei a escrever no blog e escrevi o texto “Faça amor, não faça jogo”, que agora virou livro, e a página estourou. O blog, que antes tinha aproximadamente 700 seguidores, passou para 140 mil seguidores. Fiquei muito feliz e notei que o meu trabalho tinha uma missão.

Qual missão?
Tem a proposta de ajudar as pessoas. Tem gente que me escreve contando que se aproximou da família e dos amigos por causa de um texto meu. Pessoas que estavam brigadas e depois se uniram novamente.

Todas as suas histórias são verdadeiras?
Digamos que 70% das mensagens que recebo dos leitores possuem essa pergunta. As pessoas questionam se as histórias aconteceram mesmo comigo. Bom, claro que ocorreram. Tudo é verdade, mas é óbvio que eu preciso contar os acontecimentos com as palavras corretas porque eu preciso que as pessoas se interessem pela história. Se eu escrevo literalmente do jeito que ocorre, não chama a atenção. Mas os fatos são sempre verdadeiros.

Tem gente que não acredita no seu romantismo...
Tudo o que eu faço é real. Tem homem que chega e fala “Poxa, cara, você me colocou em uma furada. Minha namorada leu o seu texto e quer que eu seja como você. Como vou fazer essas coisas que você faz?”. Aí eu respondo que tudo o que eu faço é verdadeiro e nada é impossível. Impossível é sair voando, mas levar flores para a namorada, por exemplo, é algo simples, que pode ser feito. Ser carinhoso é algo simples. Para isso você tem que buscar alguém parecido com você. Não acredito nisso de que os opostos se atraem. Você tem que buscar alguém que seja parecido com o seu perfil.

IQUE CARVALHO: nasceu em 1980 em Belo Horizonte (MG). Caçula de três irmãos, sempre foi fascinado por pessoas e suas complexas relações, o que o levou a cursar Psicologia na Universidade Fumec (MG). Após três anos de incertezas, decidiu abandonar o curso depois que uma professora leu um texto seu e disse emocionada: “Você não é psicólogo. É escritor”. Formou-se então em Publicidade e Propaganda na mesma universidade, e trabalhou em algumas agências, até abrir a sua própria, em 2009, onde é diretor de arte. A paixão por escrever o levou a criar um blog em 2010. Em junho de 2013, dois fatos mudaram totalmente os rumos de sua vida e de seu blog: na mesma semana viveu o fim traumático de um relacionamento, seu pai recebeu o diagnóstico de uma doença degenerativa grave e irreversível. Começou a partir daí a contar no blog histórias tocantes sobre a vida, o amor, e sobre seu pai, com as quais milhares de pessoas se identificaram, e em pouco tempo o blog se popularizou, atingindo milhões de visualizações, assim como sua página no Facebook, que já tem mais de 110 mil fãs. Este livro marca sua estreia como autor.
Ique Carvalho / Foto: Divulgação/Editora Gutenberg

Publicado pela editora Gutenberg, o livro FAÇA AMOR, NÃO FAÇA JOGO é vendido por R$ 34,90 / Foto: Divulgação/Edtora Gutenberg
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Relatos de carona

Nós colocamos a mochila nas costas, pegamos um ônibus no centro da cidade e descemos perto da Freeway. Caminhamos um pouco até chegar na estrada e, ao entrar nela, eu já senti o poder que ela exercia sobre mim. Eu queria seguir caminhando por ela, mas o sol estava quente e o objetivo era outro: conseguir carona. Levantamos os dedos, confiantes. Mas a tão esperada carona levou algum tempo para aparecer. Quando já estávamos cansados um caminhão parou, entramos e passamos um dia inteiro na estrada com aquele caminhoneiro gaúcho que ia até o Rio de Janeiro, parava a cada duas horas, fez um arroz carreiteiro delicioso e nos deixou na entrada de Florianópolis. Essa foi minha primeira experiência pegando carona na beira da estrada, em 2008. São mais de 7 anos de caronas, sendo que os últimos três me utilizando desse meio de transporte para viajar por 15 países de dois continentes.
Cruzando o Parque Ecológico do Taim, no sul do RS, a bordo de um caminhão./ Foto: Arquivo pessoal

Nesse tempo já peguei carona com as mais diferentes pessoas, em carros grandes e com ar condicionado, em carros pequenos (com as mochilas apertadas no colo), na caçamba de caminhonetes com o vento batendo forte no rosto e querendo levar o chapéu, com caminhoneiro que não dormia há 36 horas, cruzei as montanhas bolivianas levantando a lona da caçamba do caminhão para poder ver, maravilhada, as montanhas. Pego carona em Florianópolis sempre que tenho que me locomover dentro da ilha. Viajei por vários quilômetros em uma BMW dos anos 90, na Sérvia, com um comediante subcelebridade do YouTube, nascido nos Estados Unidos mas descendente de Yugoslavos, que ficava fazendo vídeos o tempo todo. No sul do Rio Grande do Sul um caminhão queimou borracha para conseguir parar. Na Europa dividimos uma Van por três dias e duas noites com um suíço filho de um marroquino. Fomos de Málaga, na Espanha, até Berna, na Suíça, compartilhando histórias, aprendendo um pouquinho de árabe, francês e alemão com ele e ensinando algumas palavras em português. Ao chegar no destino ele ainda nos levou até sua casa, onde tomamos banho, usamos a internet para procurar hospedagem e comemos uma refeição preparada por ele.

Para não dizer que só falei das flores, caronar tem seus problemas, principalmente se você for mulher. Eu, felizmente (ou infelizmente, depende do ponto de vista), nunca precisei viajar de carona sozinha, sempre encontrei companheiros dispostos a se aventurar assim comigo. Mas vamos combinar que é um saco que eu seja respeitada só porque tem um homem do meu lado que será visto como meu "dono", o que me torna "intocável". E, mesmo assim, não é o suficiente: durante um trecho no chaco paraguaio, nos vimos em uma situação em que tivemos que dividir a cabine do caminhão com o caminhoneiro pela noite, sair era impossível porque os mosquitos mutantes gigantes do lugar eram sanguinários e não viam sangue doce há algum tempo, e o climatizador do caminhão estava estragado. O motorista (que tinha bebido um fardo de latinhas de cerveja) dormiu na cama de cima e eu dividi com meu companheiro a de baixo. No meio da noite comecei a sentir uma mão encostando no meu braço. Era o caminhoneiro, esticando o braço para me tocar. Eu dei um tapa na mão dele, xinguei em espanhol e acordei meu companheiro, pedindo para trocar de lugar com ele. Os toques pararam por aí, no outro dia seguimos viagem e tudo ficou bem, era só um cara bêbado que não compreendeu muito bem essa história de caroneiros.

Esticando o dedão em Berna, na Suíça. Depois de 40 minutos, um senhor parou e com ele fomos até Zurique. Ele ainda nos deixou na porta do prédio de quem ía nos hospedar na cidade./Foto: Arquivo pessoal.

Muitos dizem que é loucura, que é arriscado, que é inseguro, que o mundo é um lugar feio, cheio de pessoas horríveis que estão por aí à procura de pessoas aleatórias para fazer mal. Não que esse tipo de gente não exista (mais uma vez, se você que lê isso é uma mulher sabe que as chances de um estranho te machucar são bem altas), mas o medo é uma arma bastante poderosa. Pela minha experiência nas estradas eu digo que ainda existem muito mais pessoas generosas, dispostas a ajudar e dividir seu tempo e um pouquinho da sua vida com desconhecidos, do que o contrário. Caronando você ficará cansada, enfrentará dias de sol na cabeça por horas, ou chuva às vezes, vão passar horas até que alguém pare naquele lugar abandonado por todos os deuses onde só passa um carro a cada 3 horas. Mas você também terá experiências incríveis, conhecerá pessoas que de outra forma talvez nunca entrariam no seu círculo de amizades. Receberá convites para se hospedar, comer, visitar lugares. Aprenderá muito, e talvez também ensine um pouco. 

Não escrevo isso querendo dizer que todos devem viajar de carona. Tem que querer muito fazer isso, estar aberta às possibilidades, seguir sempre a intuição, e não são todas as pessoas que já estão preparadas para isso. É mais como uma declaração de amor à essa forma tão romântica e romantizada de viajar. Vocẽ pode assistir todos os filmes, ler todos os livros sobre o assunto, conversar com várias pessoas que pedem carona em postos da gasolina, beira de estrada, pedágios, redes sociais. Mas a sua experiência sempre vai ser única, e uma carona nunca será igual à outra. E por mais que te digam que você não pode/não deveria, siga seu coração, sempre.

(Enquanto escrevo esse relato, estou escutando "Mama", da banda potiguar Far From Alaska. A letra: "Mama told me not to talk to strangers when I'm out of home/'Cause we live in a universe where no one can really know a soul". Achei conveniente.)
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RMC em fotos

Não há dúvida de que muito mais que um aparelho de comunicação, o celular virou meio de compartilhamento de ideias e informações. De olho no sucesso do mundo mobile, as jornalistas Luiza Cazetta, 28, e Talita Bristotti, 24, criaram o @ViNaRMC, projeto colaborativo de fotografia que utiliza o Instagram para divulgar imagens dos 20 municípios da RMC (Região Metropolitana de Campinas), no interior do Estado de São Paulo.

Segundo as idealizadoras, o @ViNaRMC conta com mais de 2 mil seguidores que moram na região de Campinas e diariamente enviam fotos usando a hashtag #ViNaRMC. Atualmente, mensura as jovens, o projeto já recebeu mais de 16 mil imagens.

Podem ser fotos divulgando um acidente, um congestionamento, um ponto turístico, competições esportivas e apresentações culturais, explica Luiza.

Foto do @weslleyfotografou, enviada para o projeto @VinaRMC
Segundo Talita, o diferencial do projeto é apresentar a RMC às pessoas. Moramos em uma região muito grande e acho que muita gente acaba não conhecendo ela inteira. Eu, por exemplo, não estive em todas as 20 cidades. Então o que eu mais gosto no @ViNaRMC é a oportunidade que ele dá para mostrar o que a RMC tem para oferecer, esclarece.

Morador de Americana
, Valdelei Batista Pinheiro, 44, acredita que o projeto é importante porque mostra “a cara” da região. Temos muitas cidades e é legal ver as fotos de todas, conta Pinheiro.
Se você, leitor e morador da região de Campinas, flagrar uma imagem legal, é só publicar no Instagram usando a hashtag #ViNaRMC. Se não mora na região, vale a pena passar no Instagram e espiar o projeto. 
Foto do @gustavolir8 enviada para o projeto @ViNaRMC

Foto da @tatianaribeiro enviada para o projeto @ViNaRMC

Foto do @daniel.neggo enviada para o projeto @ViNaRMC

Foto enviada pelo @foncati para o projeto @ViNaRMC

Foto do @valbpinheiro enviada para o projeto @ViNaRMC

Foto do @paulinhohop enviada para o projeto @ViNaRMC
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