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Morando em uma Kombi


É possível morar e viajar numa Kombi? A Karine Kerr, 31, e o Micael Salton, 27, provam que sim. Após comprar e personalizar uma Kombi, no dia 3 de novembro o casal decidiu colocar a "casa na estrada" para conhecer e visitar novos lugares do Brasil. E se engana quem pensa que a dupla usa o veículo apenas como meio de transporte. Além de automóvel, a Kombi é a residência da Karine e do Micael. 

"Compramos a Kombi não tem nem dois meses, em Florianópolis. Passamos um mês arrumando ela, fazendo os documentos, costurando as cortinas, fazendo o colchão. Queremos saber como vivem as pessoas que já conseguiram sair da rotina casa-faculdade-diploma-trabalho-família-morte, como lidam com as dificuldades, o que fazem para ficar longe. E, principalmente, como vivem aquelas pessoas que nunca estiveram dentro desse sistema ou que nem sabem que ele existe porque suas vidas são tão simples que não importa", conta Karine ao explicar que ela e o Micael decidiram aderir ao nomadismo, prática de pessoas que vivem permanentemente mudando de lugar.


Chamado de Alternativa, o projeto da dupla incentiva redução do consumo, novas descobertas e autoconhecimento. "Um dos nossos objetivos é viver com menos, não acumular. É viver a vida e não só passar por ela. Economizamos sempre que possível e vamos aprendendo no caminho. Sempre preferimos utilizar meios de troca de hospedagem, que além de proporcionarem uma economia também nos permitem conhecer outras pessoas e locais. Também sempre carregamos barraca e equipamentos para camping e já acampamos em lugares tão diferentes como praia deserta e a rodoviária de uma cidade pequena na Bolívia", relembra Karine.

Para bancar as despesas do dia a dia, os jovens investem em trabalhos temporários, atividades manuais e, sempre que possível, reutilizam objetos e acessórios. "Nós temos quase tudo dentro da Kombi. Já temos colchão, fogão, panelas, um isopor que serve como geladeira e ferramentas básicas para arrumar coisas mais simples na Kombi. Ela já está pronta para nos abrigar e servir como casa. Estamos tentando fazer o máximo possível de coisas nós mesmos, buscando alternativas para os equipamentos mais caros. A cama, por exemplo, nós compramos uma espuma em uma loja especializada, compramos tecido, conseguimos uma máquina de costura emprestada e eu mesma fiz a capa para o colchão. Na hora de dormir, abaixamos o banco traseiro, empilhamos alguns caixotes desses de feira e a cama está montada!", diz Karine.


Ainda de acordo com ela, a maioria das pessoas acha a rotina da dupla diferente, curiosa e fica com dúvidas. "As primeiras perguntas sempre são sobre como nos mantemos, se somos formados em alguma coisa e o que nossas famílias pensam disso. Quando explicamos como é nossa vida, normalmente eles entendem e acabam dizendo que também fariam isso, mas as imposições da vida não lhe permitem", afirma a jovem.

Muito mais do que descoberta de novos lugares, o Alternativa levou crescimento, empatia e estratégia de vida para a Karine e para o Micael. "É impossível fazer uma lista das coisas que aprendemos nesse tempo. Nós crescemos muito como pessoas, aprendemos a ser mais humanos. Aprendemos também muitas técnicas de como conseguir carona, comida, trabalho, aprendemos a cozinhar e apreciar comidas de vários lugares, aprendemos sobre a arte e a história dos lugares que visitamos. Aprendemos também que existe muito mais gente boa no mundo do que a gente normalmente pensa. Ainda existe amor e gentileza por aí", finaliza Karine.

Para acompanhar as aventuras e conhecer mais sobre o projeto Alternativa, é só clicar AQUI e seguir a página no Facebook, curtir no Instagram @projetoalternativa e ler o Blog Projeto Alternativa.

Fotos: Arquivo pessoal/Karine Kerr
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Equipe fera

Quando Brad Pitt foi dar uma “voltinha” no Centro de Campinas, o sucesso foi geral. Adultos e crianças queriam acariciá-lo e fazer selfies. Mas Brad não estava sozinho e o passeio contou com a presença de dois colegas: Jamal e Klaus. Loiro e simpático, Jamal também  arrancou elogios da população. Com cara de bravo, Klaus preferiu não se enturmar com o povo. “Funcionários” da GM (Guarda Municipal), os três integram o grupo dos 10 cães da guarda que atuam em ocorrências de apreensão de drogas e armas, proteção de pessoas e contenção de distúrbios.


O canil do Baep em Campinas tem 20 cães/ Foto: Denny Cesare/ Código 19
E se engana quem pensa que a rotina do trio é composta apenas por passeios, sombra e água fresca. No dia a dia os animais têm agenda cheia de treinamentos, condicionamento físico e ações do trabalho. Para se ter uma ideia de como eles não brincam em serviço, no mês de agosto Jamal foi protagonista em uma ocorrência envolvendo o tráfico de entorpecentes em um condomínio popular no bairro Santa Clara, em Campinas.

“Chegamos ao local após denúncia de que lá havia droga. Tudo estava bem escondido, então nós guardas não conseguíamos localizar. Mas ele entrou em ação, farejou e localizou 1,3 mil porções de crack, maconha, cocaína e lança perfume”, conta a guarda municipal Ellen Tatiane Garcia Barbosa, 39, que tem 15 anos de GM e trabalha com o apoio do canil desde 2014. 

GMs  e os cães Brad, Jamal e Klaus (da esquerda para direita)/ Foto: Denny Cesare/ Código 19

De acordo com Ellen, o auxílio dos animais durante o trabalho de Segurança Pública é essencial. “Eles são os nossos companheiros e sabemos que eles sempre estarão à disposição para ajudar, salvar e proteger”, destaca.

Companheiro de farda de Ellen, Inácio Biazzi, 46, trabalha há 14 anos na GM e, destes, 12 foram dedicados ao canil. “Campinas foi a primeira cidade da região a ter uma guarda municipal equipada com canil. Fomos desenvolvendo as nossas técnicas aos poucos e hoje temos suporte em várias ocorrências”, conta Biazzi.

E se a “tropa animal” é eficaz para o trabalho da GM, na PM (Polícia Militar) a situação não é diferente. Atualmente, o Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) conta com cães e cavalos que atuam em patrulhamentos de rotina e ocorrências especiais.

No setor de cavalaria, por exemplo, os policiais acreditam que os animais transmitem mais humanidade no contato com a população. “As crianças param, querem tirar fotos e fazem perguntas. O cavalo também é importante para conter distúrbios. Ele tem efeito mais intimidador do que uma arma de fogo. As pessoas respeitam”, conta o cabo Omar Fernando dos Santos, que há 10 anos trabalha com cavalos.

Sargento Donizeti  e cabo Omar em patrulhamento com cavalos / Foto: Denny Cesare/ Código 19

Já na área de focinhos e quatro patinhas do Baep, a ajuda dos cachorros também é crucial. “São animais que dão suporte para Campinas e região em casos de resgates, busca de armas, apreensões de drogas. Eles são parceiros do policial. É uma relação de companheirismo e amizade. Não é qualquer pessoa que lida com cães. Tem que ser um policial diferenciado”, conta o capitão Luis Augusto Satto. 

Cabo Matias durante orientação com cão / Foto: Denny Cesare/Código 19

Cabo Cesetti realiza treinamento em animais / Foto: Denny Cesare/ Código 19

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